Mostrando postagens com marcador bacalhau. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bacalhau. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Restaurante Botafumeiro - Barcelona


Mesmo cansados com o trajeto até Barcelona, saímos no mesmo dia da chegada para jantar. O escolhido da noite foi o Restaurante Botafumeiro - Gran de Gracia, 81 - www.botafumeiro.es . Tirando as casas muiiittoo antigas que Barcelona tem (4 Cats e Caracoles dentre tantas) o Botafumeiro é uma criança, pois foi aberto em 1975. Mas oferece comida de gente grande!!!! A Gran Gracia é a continuação da Passeig de Gracia, ou seja, fora do buxixo turístico, ou como nós carinhosamente apelidamos - Copacabana !!! O ambiente é fino, mas remonta ao clássico, ou seja, nada de paredes lisas, concretos e ferros aparentes, ou garçons todos vestidos de preto, é uma casa tradicional da catalunha. Estávamos em busca de tradição e ali achamos.


                                                        Um dos salões do Botafumeiro

Iniciamos pedindo ajuda ao garçon que nos servia. Explicamos que estávamos em busca da verdadeira comida catalã e deixamos ele nos oferecer o que ELE achava que seria de nosso agrado. Este truque sempre funciona, pois o profissional de sente valorizado e cria laço de amizade e comprometimento o que gera qualidade de atendiento.

De entrada ele nos serviu uma massa folhada recehada de bacalhau e cebolas confit. Divino!!!'Leve e saborosa.



                                                         Empanada de bacalhau

A Olga pediu vieiras. Aliás, ela, se deixarem, pede sempre vieiras. Mas vamos lá: vieiras em suas coquilhas, em molho de cebolas, ervas e pedaços de bacon. Que mistura gostosa. Claro que provei!!!! O interessante foi a combinação da vieira e do bacon. Isto é cozinhar, experimentar, não ter medo de errar!!!!



                                                       Vieiras com cebolas e bacon, ao forno

O vinho escolhido foi uma homenagem aos locais, é claro: o catalão é extremamente bairrista, gosta de ser visto como diferente, até mesmo porque a região da catalunha é denominada de Região Autônoma, daí você pedir algo deles é o máximo de elogio, pois bem: Chadornnay - Naveran 2009. Vinho novo mas bom no preço e no paladar.

Fim das iniciais, vamos ao prato principal. Resolvi arriscar um linguado com molho de cavas e camarões. Certo no paladar, mas juro que esperava mais, embora confesse que não sou chegado ao filé de linguado, acho sem graça, fino demais, sem gordura, meio sem sabor. Eles até conseguiram melhorar o peixe, deu para o gasto. O molho de Cavas estava muito bom, dando sabor diferenciado ao pescado.



                                                   Linguado ao molho de Cavas e camarões

O prato da Olga estava mais saboroso que o meu: Dourado ao forno com cebolas e batatas. Delicioso e infinitamente mais saboroso que o meu. O peixe dela veio com a pele o que cria maior sabor pois um pouco do sabor e da gordura da pele passam para a carne quando o peixe é assado ao forno. Perfeito!!!!




                                                 Dourado com cebolas e batatas

Para fechar a noite, claro que pedimos sobremesa: novamente aceitamos a sugestão da casa e pedimos um mix de doces, bolo de pão de ló com sabor de limão, trufas de chocolate  e telhas de amêndoas (que diferença das telhas de amendôas vendidas no Brasil!!!) . Tudo muito gostoso e com sabor de Espanha.


                                                            Doces sortidos

Fechamos com café e voltamos andando para o Hotel, felizes da vida!!! Temperatura agradável, por volta de 18 C, silêncio na rua, alguns passantes, alguns carros..... e nós.

Detalhe interessante: a mesa ao nosso lado estava sendo arrumada e notei que o garços estava olhando demasiadamente para o pano que ele havia colocado sobre a mesa.....estava com um pequeno furo em algum lugar....ele pega a tolha, no meio do restaurante, rasga, embola sobre o braço, sai dali e volta com nova toalha.....como se nada tivesse acontecido. Parece besteira mas não é, ele efetivamente se importa e reconhece que não tem poque existir uma tolaha com um pequeno furo num restaurante e teve iniciativa para trocá-la antes que um cliente pudesse se sentar a mesa. Que coisa.......

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Até que enfim a Barra tem seu restaurante português de verdade, ora pois....




Hoje na ida para a cidade, de taxi, fui conversando com o Sr. Rui, portugues, ainda com sotaque, da região do OPorto no norte da terrinha. Falamos sobre comida, é claro, sobre vinhos, sobre restaurantes em Lisboa e no OPorto, falamos do frio que fez no início do ano, falamos dos doces, enfim...falamos....falamos e falamos. Quando cheguei em casa, a Olga já estava com o convite pronto. Queria jantar fora, mas não queria voltar tarde da noite, Lei Seca..... cansaço..... Peguei o Iphone e ficquei catando restaurante na Barra da Tijuca. Procurei por procurar, pois nçao tinha fé de achar nada que valesse à pena sair. Cliquei nos "arredores" e comecei a ver a enxurrada de nomes que nem pagando nós iríamos: Outback, Joe e Leo's (com o perdão do André que é o dono e amigo....mas hamburguer virar jantar, só lá na casa matriz - NY), Borsalino (como decaiu....impressionante) e outros tantos até aparecer o nome Foz do Tejo - Av das Américas, 3500 - Bl E, Lj C - Cond. Empresarial Le Monde - http://www.fozdotejo.com.br/ . Casa portuguesa que eu nunca tinha ido, aberta no final de 2008, início de 2009, portanto, ainda nova. Chegamos cedo, por volta de 8 e meia da noite, levando conosco uma garrafa de Quinta Seara D'Ordens - 2004 - D"Ouro, pois a casa era lusitana e seria deselegante levar outro vinho que não o da terrinha. Local muito agradável, decoração elegante, nas cores vermelho, bege e branco,  que não fica cheio à noite, lotando nos almoços, segundo o maitre. O menu era bastante generoso, com pratos elaborados que vinham com explicação bastante humorada de cada prato e seus conteúdos. Ponto para o Foz do Tejo. Pedimos uns bolinhos de bacalhau para testar a casa. Vieram sequinhos e quentes. Perfeitos. Passamos para os pratos. Pedi um Bacalhau à Foz doTejo, que é uma posta generosa (comem dois com facilidade) de bacalhau com molho de tomates e coentro, acompanhado de batatas coradas e camarões. Tudo certo e saboroso.

Bacalhau à Foz do Tejo


A Olga foi de Camarões Flambados ao Rum com arroz  de passas e amêndoas. Tudo perfeito. Havia um leve toque de manteiga no molho dos camarões deste prato que fizeram a diferença. Como no meu prato, este também servem dois comensais com muita facilidade.

Camarões Flambados ao Rum

Depois deste jantar digno de dois Nababos, a hora da verdade...a sobremesa. Como a Olga mesmo fala, o "portuguesinho" aqui não pode nem ver doces da terrinha. A carta de sobremesas é farta.`Para mudar um pouco e, na falta de uns Ovos Nevados - s-a-u-d-a-d-e-s!!!!, pedi um Pudim à Foz do Tejo: pudim de clara coberto por ovos moles e farinha de nozes.....que coisa!!! Não bebi nem água depois para não perder o gosto do doce!!! De pedir perdão de joelhos!!!!



Pudim à Foz do Tejo
 Me senti em Lisboa, fiquei satisfeito e feliz por ter um restaurante portugues, até que enfim, na Barra. Tomara que a casa vingue e fique sempre conosco.

sábado, 4 de setembro de 2010

EÑE nunca mais!!!!!!


Fomos na semana da estréia, há muito tempo atrás.... não gostamos. Logo depois a Luciana Froés também baixou o sarrafo neles....me senti o máximo, pois tinha falado que não vi nada que justificasse a fama paulista. Quase fui linchado pelos amigos da academia... mas tinha a Luciana Froés comigo, portanto quem seria contra mim..... Deixei rolar o tempo, dar uma segunda chance ao espanhol. Os meses se passaram e ontem, estávamos estudando qual cineminha que iríamos ver, meio sem opções quando recebemos a ligação da Silvinha e do Zeca nos convidando para jantar. Depois de rápida discussão, resolvemos tentar de novo o EÑE - Hotel Intercontinental - São Conrado. Juro que tremi mas como os amigos pediram, fomos pra lá. Chegamos cedo, umas 8 e meia da noite. Reserva feita, restaurante vazio ( acreditava que por conta dos últimos episódios de bang bang urbano na Rocinha), até aí tudo bem, so far, so good. Recebidos pela maitre Cecília, espanhola, educada e  prestativa que nos encaminhou até à mesa. Mesa bem posicionada, boa vista da praia e da cozinha. Fomos convidados a beber um Tio Pepe Jerez Fino para abrir o apetite. Jerez de primeira qualidade que junto com os chouriços nos causou boa impressão.



Chouriços espanhóis
Para acompanhar o Jerez, pedimos uns chouriços. Quatro sabores, bem finos e gostosos. Mas tapas são tapas, ou seja, é uma arte, mas arte bem menor que uma refeição.
A Olga levou um Barolo 2004 da adega da Olga. Como o forte dos espanhóis são as carnes, levamos um Barolo para contracenar com o jantar. Quando ele desaparecesse nós faríamos uma graça com os vinhos espanhóis da casa.
Barolo 2004

Depois de muito papo, muito vinho e alguns goles de Jerez, resolvemos partir para o cardápio. Era a hora da verdade.
O menu ainda estava enxuto, com opções suficientes para todos os gostos além de não causar estresse com muitas escolhas.
Mas vamos logo aos pedidos:
Olga - Cordeiro com cogumelos
Cordeiro com cogumelos

Zeca : Vitela brazeada com cogumelos
Vitela brazeada com cogumelos
Silvinha: Posta de bacalhau na emulsão de azeite e alho
Posta de bacalhau na emulsão de azeite e alho
Eu: leitão crocante com maçã
Leitão crocante com maçã
Como o Barolo já tinha sido consumido, pedimos auxílio a Cecília que nos sugeriu um Viña Sastre - Crianza. Excelente pedida que iria realçar os sabores das carnes. A Silvinha foi prejudicada nessa pedida, mas o bacalhau representava a minoria na mesa, portanto.....
Viña Sastre - Crianza
O Zeca e a Silvinha gostaram dos pratos. Provei o prato da Olga e achei salgado e, para mim, tinha passado do ponto, perdendo a maciez da carne do cordeiro. Uma pena. Os cogumelos estavam quase sem nenhum sabor extra, pouco adicionando ao prato. O prato em si, não tinha nada de criativo pois servir cordeiro com cogumelos não é nenhuma inovação. Daria uma nota 6 e olhe lá!!!
O meu prato foi a grande decepção: carne de leitão tem seu peso, tem sua cota de gordura. Quando pedi, apostei no crocante, na possibilidade de ter uma carne no ponto certo entre o leitão de casa e o torradinho e crocante. A capa do cordeiro (pele) estava realmente crocante. Pele é pele, queimada fica corcante, faz passar a gordura para a carne, daria até um tom de defumado na carne. Mas não aconteceu. A carne estrava mais para mal passada que para ao ponto. Um pouco sem sabor. A maçã que poderia ajudar para dar um toque de doce no prato, estava passada. Fiquei triste e decepcionado. Tentei de novo e não deu certo. Tenho excelentes lembranças de restaurante de Madri e Barcelona. A culinária espanhola, tirando o mestre Ferran Adriá que é g-e-n-i-a-l, é um quadrado fácil de ser conduzido a exemplo da cluninária portuguesa. Carnes de caça, pescado, legumes, chouriços, temperos maravilhosos, cores e sabores.
Para matar a saudade de Barcelona, pedi um Creme Catalão, que é a versão espanhola do Creme Bruleé francês. Quase morri quando provei....nem de longe se parecia com o creme catalão que é servido em qualquer bar ou botequim de Barcelona. Meu Deus!!!!! Juro que mais se assemelhava a um flan de baunilha.....
Creme Catalão
As sobremesas foram acompanhadas por um Moscatel Oro - Vinícola Torres. Excelente pedida para salvar a minha sobremesa.
Por fim pedimos café e o Zeca ainda sacou um Cardenal Mendonza para ajudar o café que vei com um pratinho de canelet e gotas de café.
Tirando o papo com os amigos e os vinhos, perdi meu tempo e meu dindin.
Depois de mais uma experiência desastrada no EÑE, jurei não voltar mais. Vou esperar outubro, voltaremos para Barcelona (é o nosso Rio de Janeiro na Europa) e aí sim vou matar a saudade da cozinha espanhola. De quebra vamos tentar dar uma voada até Lisboa para abraçar os amigos Joaquim, Palmira e família.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Mais um a quilo - Centro da Cidade



Ainda na série - restaurantes a quilo, hoje falarei do Restaurante Metrô (Rua Alcindo Guanabara,24 - Centro). É muito antigo, eu conheço há uns 20 anos, ou mais, nem me lembro. Conheço do tempo em que só era a la carte...chique. Do tempo que só no dia de pagamento nós podíamos ir, em grupo, para rachar a conta. Depois, com a invasão dos quilos ( quando nós começamos a perder o paladar) ele foi se adaptando e fez uma mudança de serviço: a la carte ou a quilo.
Mas vamos ao que interessa.
É um quilo de primeira, sem frescuras da moda (sushi, sashimi, e outros fastfood para enrolar os mais afoitos). É um quilo de comida portuguesa...é mole!!!!! Os donos, claro, são portugueses, que ainda atendem no salão de terno e gravata com toda a educação e calma do mundo.
Hoje, estava no Centro, e resolvi dar uma chegada no Metrô, com a minha filha, Nina. Ela não conhecia e aproveitei para mostrar a ela e matar a saudade.
Era cedo, estava vazio e somentte nós dois entramos.
Ao ver a mesa repleta de coisas boas, avancei no arroz de polvo com grelos...nota mil. Depois, subi à rede para mais....fui de bolinho de bacalhau e batatas portuguesas. Para fechar, já havia reclamado que somente tinha visto as postas de truta grelhada e gostaria de um peixinho na brasa...fui informado pelo maitre que o "robalinho" estava vindo. Claro que esperei. Nota mil de novo, robalinho com batatas sauté. Tudo regado com muuuiiittooo azeite português, graças a Deus!!
Minha filha ficou com o trivial: um bom bife, batatas, pastel de queijo e uma empada de frango. De sobremesa, avancei no pudim de leite.
Quando saí perguntei à Nina o que ela tinha achado: ela somente sorriu. Era o sorriso que dizia que o almoço foi ótimo.
Matei a saudade e a fome. Preço de um almoço deste tamanho, com tudo, inclusive as bebidas.... R$ 32,00 os dois . E olha que era comida portuguesa de verdade!!!!!!
Vale a chegada no Metrô. Não se assute com a entrada, é uma escadaria...para baixo mesmo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Era uma casa portuguesa com certeza. Será....


O último convite de Carnaval foi feito. Almoço de domingo no Adegão Portugues (Shop. Rio Design Barra da Tijuca). Não tinha como não ir.....quem sabe um bacalhau para fechar a semana e embarcar com calma para Paris.
Pedi um Bacalhau na tigela. Bacalhau é um peixe engraçado. Ele normalmente vem ou com batatas, ou com cebolas, ou com pimentões, ou com ovos, ou com natas, ou com azeitonas ou com tudo isto e azeite. Mas é difícil ele ter uma receita inovadora. O meu veio com cebolas, batatas e azeite, em lascas. Tudo dentro de uma tigela.
O Adegão é uma casa bem antiga, o do Campo de São Cristóvão eu já conheço há uns 20 anos, pelo menos. O da Barra da Tijuca é recente se comparado ao de lá.
Resumo da ópera - o bacalhau veio na tigela submerso em azeite, as batatas e cebolas idem. Fico preocupado pois a casa'é portuguesa, com certeza. O bacalhau não é, deve ser brasileiro. Fazer o que.....só nos resta embarcar e rumar para Paris. Au revoir!!!!!!!