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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Até que enfim a Barra tem seu restaurante português de verdade, ora pois....




Hoje na ida para a cidade, de taxi, fui conversando com o Sr. Rui, portugues, ainda com sotaque, da região do OPorto no norte da terrinha. Falamos sobre comida, é claro, sobre vinhos, sobre restaurantes em Lisboa e no OPorto, falamos do frio que fez no início do ano, falamos dos doces, enfim...falamos....falamos e falamos. Quando cheguei em casa, a Olga já estava com o convite pronto. Queria jantar fora, mas não queria voltar tarde da noite, Lei Seca..... cansaço..... Peguei o Iphone e ficquei catando restaurante na Barra da Tijuca. Procurei por procurar, pois nçao tinha fé de achar nada que valesse à pena sair. Cliquei nos "arredores" e comecei a ver a enxurrada de nomes que nem pagando nós iríamos: Outback, Joe e Leo's (com o perdão do André que é o dono e amigo....mas hamburguer virar jantar, só lá na casa matriz - NY), Borsalino (como decaiu....impressionante) e outros tantos até aparecer o nome Foz do Tejo - Av das Américas, 3500 - Bl E, Lj C - Cond. Empresarial Le Monde - http://www.fozdotejo.com.br/ . Casa portuguesa que eu nunca tinha ido, aberta no final de 2008, início de 2009, portanto, ainda nova. Chegamos cedo, por volta de 8 e meia da noite, levando conosco uma garrafa de Quinta Seara D'Ordens - 2004 - D"Ouro, pois a casa era lusitana e seria deselegante levar outro vinho que não o da terrinha. Local muito agradável, decoração elegante, nas cores vermelho, bege e branco,  que não fica cheio à noite, lotando nos almoços, segundo o maitre. O menu era bastante generoso, com pratos elaborados que vinham com explicação bastante humorada de cada prato e seus conteúdos. Ponto para o Foz do Tejo. Pedimos uns bolinhos de bacalhau para testar a casa. Vieram sequinhos e quentes. Perfeitos. Passamos para os pratos. Pedi um Bacalhau à Foz doTejo, que é uma posta generosa (comem dois com facilidade) de bacalhau com molho de tomates e coentro, acompanhado de batatas coradas e camarões. Tudo certo e saboroso.

Bacalhau à Foz do Tejo


A Olga foi de Camarões Flambados ao Rum com arroz  de passas e amêndoas. Tudo perfeito. Havia um leve toque de manteiga no molho dos camarões deste prato que fizeram a diferença. Como no meu prato, este também servem dois comensais com muita facilidade.

Camarões Flambados ao Rum

Depois deste jantar digno de dois Nababos, a hora da verdade...a sobremesa. Como a Olga mesmo fala, o "portuguesinho" aqui não pode nem ver doces da terrinha. A carta de sobremesas é farta.`Para mudar um pouco e, na falta de uns Ovos Nevados - s-a-u-d-a-d-e-s!!!!, pedi um Pudim à Foz do Tejo: pudim de clara coberto por ovos moles e farinha de nozes.....que coisa!!! Não bebi nem água depois para não perder o gosto do doce!!! De pedir perdão de joelhos!!!!



Pudim à Foz do Tejo
 Me senti em Lisboa, fiquei satisfeito e feliz por ter um restaurante portugues, até que enfim, na Barra. Tomara que a casa vingue e fique sempre conosco.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Gatto Rosso

Os amigos Fernando e Erasmo pediram indicação de jantar hoje, pela Barra da Tijuca. Indiquei o Gatto Rosso - Rua Min. Ivan Lins, 270 - 2429.7834. É um restaurante relativamente novo, abriu no final de 2008 e tem a proposta de ser um italiano com pratos mais elaborados. A decoração é interessante, as mesas bem arrumadas, o serviço atencioso e tem estacionamento no local. É um local diferente quando se fala em Barra da Tijuca. Ele está na rua, fora dos shoppings da região, num local de fácil acesso para quem está chegando a Barra e, para quem está no bairro é uma chance de não ter que entrar num shopping. A comida servida é excelente. A casa serve pratos tradicionais da culinária italiana com o charme dos novos ventos da culinária internacional. A mistura do clássico com o novo produz bons resultados. As sobremesas são deliciosas. Vale conferir!!!!

sábado, 8 de maio de 2010

A filial...........da Barra


Quem sou eu para falar do Zuka!!!! A chef Ludmila é dez!!! Sou fã e seguidor incondicional dela!!!! Sempre que podemos rendemos homenagens à ela e sua equipe. Mas.....sempre tive receio de filiais..... Já falei sobre as filiais de restaurantes e por aí vai. Basta dar uma olhada nas matérias antigas do blog e notar que tenho muuiiiito receio de filiais. A filial existe quando você cresce e o local de origem lota e você tem a brilhante idéia de ganhar mais, abrir e ocupar espaços etc etc etc, que qualquer livro de aeroporto (são os livros que os pseudo acadêmicos da Ponte Aérea lêem sobre administração, economia, auto ajuda e por aí vai) fala e faz você acreditar. Mas eu tenho medo ! Medo de que a qualidade não seja a mesma, que na maioria das vezes acontece por uma simples razão: uma pessoa não pode estar em dois locais ao mesmo tempo e nem sempre, o seu braço direito (sous chef) é realmente bom ou está no dia certo com a mão ou colher certa. No caso do Zuka, no Leblon, o Virgílio toca o barco fácil, nada de braçada. É bom no que faz e ainda por cima é um cara simpático que sabe que o "fregues tem que ser adoçado". Na Barra, desde a inauguração a coisa é diferente. O público é diferente, é mais almoço do que jantar, está dentro de um shopping, num local que parece Orlando (guardada as proporções de civilidade, educação e demais itens...) portanto, o mix é diferente. Ontem eu e um amigo - Luiz Fernando, retornávamos de um serviço e passamos por lá para almoçar, Confesso que tremi, mas as opções num shopping (Barra Shop) não deixam muita margem para escolha. O local estava com quase a metade da lotação, eram duas da tarde, ou seja, provavelmente seríamos um dos últimos a entrar e pedir e, portanto, seríamos servidos de forma rápida por que todos querem descansar na cozinha.
Pedimos coisa simples, para não cansar o pessoal: picadinho. Tem coisa mais boba que picadinho???? Acho que só se eu pedir filé com fritas....
Levamos mais ou menso 30 minutos para receber os pratos e de quebra, me deculpem a franqueza, ele veio salgado. Sei o motivo da sal na comida e procuro entedner, mas no Zuka isto me dói o coração??? Venhamos e convenhamos que picadinho é comida feita em casa, simples e barata. A farofa de banana estava sem graça, salvamos o arroz e a couve frita que estavam cheirosos e deliciosos. Já a carne picada......sal puro.
Vou sempre falar das filiais e suas consequênias na qualidade e imagem da casa. Alguém pode até dizer - " mas só você nota isto!!!" Duvido. Tem mais gente que nota a diferença e não volta.
Domingo temos reserva no Zuka, do Leblon é claro! Lá tem o Virgílio e com sorte a Chef Ludmila vai estar por lá.!!!!