terça-feira, 27 de abril de 2010

Portugal - parte 6 - Alentejo - Herdade do Esporão

A 180 kms de Lisboa, bem no coração do Alentejo, fica a Herdade do Esporão. A vinícola fica em Reguengos de Monsaraz e é tão distante da vila (a viníciola) que o GPS fica com a tela branca sem nenhuma indicação!!! Fique calmo. Existem indicações inscritas em monolitos no caminho. A paisagem é de cinema, videiras por todos os lados e sobreiros (que é a árvore que fornece a cortiça) vão margeando a estrada. A propriedade tem uma casa central que é onde os visitantes são recebidos pelso funcionários. A visita ao processo produtivo e as caves é bastante interessante, mesmo estando fora da época da vindima que é em em meados de agosto. Após a visita você tem a opção de ir embora ou ficar para almoçar no restaurante da casa. Culinária de gente grande!!!! Claro que após algumas taças de vinho branco para abrir o apetite e ficar a mercê da escolhas de pratos, aceitamos a sugestão óbvia que era saborear os vinhos da casa. Para comer pedimos:
Wellington de veado com batatas e cebolas carameladas e,
Perdiz com sauteé de legumes.
O primeiro prato merece uma explicação - o veado é servido em lombo "encapado" com massa folhada. Nunca havia comido algo tão saboroso e delicado!!!
Impecável!!! Difícil foi pegar o carro e ir embora após tanto vinho e comida. Deixei sugestão na casa: redes na varanda para se "recuperar" as energias e seguir viagem tranquilo.

Portugal - parte 5 - Aveiro - ovos moles


Antes de chegarmos ao Porto, resolcvemos passar por Aveiro. A cidade é conhecida pelos seus doces e doces.......não tem como não ir ver .... e comer. É uma cidade com tradição de pesca e bastante interessante de se visitar. Os Ovos Moles de Aveiro são a marca registrada da cidade. procuramos saber quem era a referência em doces e encontramos uma lojinha, dentro de uma casa que tinha indicação do Guia Michelin: Maria da Apresentação da Cruz e Herdeiros - Rua Dom Jorge de Lencastre, 37 - Aveiro.
Você chega a porta da casa, toca a campainha e uma portuguesinha atende a porta e lhe convida para entrar. É um mar de doces....todos da região, todos de ovos, todos de açucar, todos maravilhosos. Claro que pedimos os ovos moles. Ela nos contou que a receita ainda é a dos conventos, por isto o termo "conventual", explicou o por que do excesso (Graças a Deus!!!) de gemas nos ovos portugueses (era o que sobrava depois que as freiras usavam as claras para engomar roupas e chapéus, e os hábitos é claro!!!), que negócio já está na família há mais de 3 gerações e por aí foi. Comemos muitos doces na hora e trouxemos algumas caixas. É a velha receita portuguesa: simplicidade mais eficiência é igual a doces maravilhosos! Comemos sem culpa!!!!!

Portugal - parte 4 - Os Lusíadas - Matosinhos

Por indicação de amigos, Denílson e Elisa, fomos parar em Matosinhos, que fica ao lado da cidade do Porto. Matosinhos é uma região bastante interessante, tem praias, lindas casas, um ambiente tranquilo para se passear e é cheia de restaurantes. Cada um melhor que o outro. Íamos ao Buhle (parece cópia do espanhol - El Buli, mas não é não!) mas ele estava fechado, era uma segunda feira e alguns restaurantes fecham. Rumamos para Os Lusíadas - Rua Tomaz Ribeiro, 257 - Matosinhos - Porto - Portugal. O local é agradável, decoração clássica, e cheia de garçons. Um bom sinal! O serviço é nota dez, a qualidade dos garçons portugueses é interessante: eles conversam, explicam, falam de politica, futebol, religião ou outro assunto que você queira. Conhecem os vinhos da casa, os pratos e o que está "bom no dia". Aceitamos a sugestão de vinho e partimos para os pratos.
- Lavagante com batatas ao murro e creme de espinafre e,
- Posta de cherne com arroz de manteiga e pure de batatas.
Tudo muito saboroso. O lavagante ( que é uma espécie de lagosta na cor azul marinho e preto) no ponto certo, uns 600 gramas de pura carne. Bem temperado, no ponto certo, servido com limão siciliano. A posta de cherne derretia na boca. A culinária portuguesa é simples e eficiente: poucos pratos, poucas variações de conteúdo mas extremamente eficiente. Nota dez. Caso você passe pelo Porto, dê uma esticada em Matosinhos. São 5 minutos de carro!!!!

domingo, 18 de abril de 2010

Lisboa - parte 3 - Pastéis de Belém


Confesso que tenho gen de formiga!!! Não posso ver doce e se os vejo......Estávamos perto do Mosteiro do Jerónimos e resolvemos dar uma esticada na confeitaria Pastéis de Belém, que fica ao lado do Mosteiro. A fila para ser servido ao balcão era gigantesca, com turistas de vários países o que faz com o tempo de espera seja interessante se tentando decifrar o que se falava na filas. Resolvemos entrar e nos sentar a mesa na área interna. Claro que íríamos pedir os pastéis , mas precisávamos de algo salgado e pedimos risoles de camarão, bolinhos de bacalhau, croquete de carne e uma empada de pato que não tem como ser descrita de tão gostosa que estava. Nada com estrelas ou outras coisas, mas com o puro sabor lisboeta. Vale sempre a esticada na confeitaria Pastéis de Belém. By the way.. preço da brincadeira toda - 12 euros. Fala sério!!!!!

Liboa - parte 2 - Pastelaria Suiça



Passear por Lisboa tem como obrigação uma ida na Praça do Rossio. Nada é mais lisboeta que a Praça do Rossio. Resolvemos ver a vida passar sentados nas mesas da Pastelaria Suiça. A casa é secular e serve comida de gente grande, sem compromisso de ter estrelas ou outras distinções. Servem a boa comida portuguesa a preços de Mc Donald's, para nossa sorte e deleite. Pedimos um garrafa de Quinta do Alvaleda - verde, para melhor combinar com o bacalhau pedido (bacalhau com natas). O prato estava divino. Bem feito, com gosto de Portugal. Para sobremesa nos oferereram um semi-frio de café com vinho do Porto, que é uma torta com base de café regado com Vinho do Porto. Dez, nota dez. Para fechar, café e aguá. Nada mais. O próximo passo foi ficar assistindo a vida passar e fazer a digestão com muita calma. O garçon que nos atendeu, André, era brasileiro, educadíssimo e bastante eficiente. Preço da brincadeira... 30 euros. Estamos definitivamente em Portugal, boa comida, bom vinhos, boa paisagem e preço reduzido.

Lisboa - parte 1 (Cascais)



Chegamos na sexta feira em Lisboa. Vamos ficar somente uma semana, mas é tempo suficiente para recarregar as baterias e comer e beber o que há de melhor da terrinha. Na sexta mesmo fomos à casa dos amigos Joaquim e Palmira para jantar. Nossos amigos moram em Cascais e nos convidaram para jantar em companhia da família. Para iniciar os trabalhos da noite nos foram servidas entradas (blini com caviar, sapataeiras e santolas com pão, folhado de camarão e, vieiras com ovos de perdiz) com champagne Dom Perignom. Para jantar, nos foi oferecido primeiramente lagosta ao molho branco com arroz de alcachofra. Para o segundo prato nos brindaram com Robalo com pure de feijão verde e gengibre. Bebemos vinho branco Esporão e seguimos com um Pera Manca. Não há o que falar da gentileza dos amigos e família (as filhas do casal também estavam presentes) bem como do jantar e das bebidas servidas. Foi em excelente começo de viagem!!!!!!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Ainda no Centro do Rio


Continuando no clima do Centro da cidade, vamos falar do Eça (Av Rio Branco, 128 - Centro - 2524.2401). O Eça está localizado dentro da Joalheria H.Stern, bem na esquina da Sete de Setembro com Rio Branco. O restaurante esbanja classe e bom gosto, ambiente requintado, excelente serviço e comida de primeiríssima qualidade. Os frutos do mar são a pedida que eu recomendo, experimente pedir o peixe do dia com crosta de pistache. As entradas são perfeitas para se avisar ao estomago que a festa vai começar, pois são requintadas e deliciosas. O Chef belga Frédéric de Maeyer esbanja criatividade sem se esquecer da tradicional culinária francesa. Por estes motivos ele foi eleito Chef revelação de 2006. Suas criações, adaptadas ao nosso gosto culinário, faz o sucesso do Eça junto à clientela de executivos do Centro do Rio de Janeiro. Vale à visita ao Eça.

Na Rua do Carmo


O centro do Rio de Janeiro sempre foi repleto de restaurantes e afins. Muita gente para comer gera, invariavelmente, oferta grande de locais para se comer. Existem restaurantes para todos os gostos. Fast-food, comida a quilo, self-service, tradicionais, de luxo e por ai vai.... Hoje falo do Beco do Carmo ( Rua do Carmo , 55 - segundo andar - Centro - 2508.9400). Conheço o Beco há muitos anos, pelo menos uns 15 anos. O local é pequeno, bem arrumado e com uma culinária bastante interessante. O Chef Bottino Natale é bastante criativo e seus pratos esbanjam sabores e aromas que enriquecem os almoços. Vale a pedida da cavaquuinha grelhada com molho de abacaxi e risoto de gran padano. Tudo no ponto certo e com sabores maravilhosos. A carta de vinhos é boa, o suficiente para se escolher um bom vinho num preço justo. Por ter pouco espaço, poucas mesas, o que o torna um ambiente calmo e bom para conversas que necessitem ambientes quietos, vale à pena ligar e reservar. O Beco do carmo continua uma boa opção no centro da cidade.

A arte milenar japonesa


Sempre que podemos damos uma escapada e vamos ao Nao Hara (Shopp. São Conrado Fashion Mall) para nos deliciarmos com a excelência da culinária japonesa. O Chef Nao Hara não necessita de apresentações. Já foi eleito o melhor restaurante japones do ano, melhor chef, enfim... um mestre. A comida servida no restaurante nos lembra sempre a alta culinária francesa no aspecto de criatividade. O chef Nao usa e abusa de invenções que tornam seus pratos sempre atrativos e bastante deliciosos. Neste restaurante vocè pode se deliciar com a milenar culinária japonesa e de quebra ver as "invenções e combinações" que estão a nossa disposição no cardápio. O ambinete é bastante agradável, o serviço de primeira categoria. Conheço a habilidade do Chef Nao há muito tempo. O Shin Miura (Ed. Avenida Central - Centro do Rio de Janeiro) é um japones simples com comida de restaurante grande. O Shim Miura foi a primeira investida do Chef Nao e sempre ofereceu boa opção de comida japonesa no centro da cidade. Vale à pena conferir qualquer um dos dois. Excelente comida, bom serviço e ambiente agradável.

domingo, 4 de abril de 2010

Que bom que os amigos vieram.....


Ontem recebemos amigos para jantar. É muito bom ter amigos em casa para um bom papo. Servimos:
Aperitivos: - queijos parmesão e parmesino com mel e limão
- Caviar Petrossian servidos com blinis
- Terrine de Carnard aux olives
- Paté de Canard - Sud-Oest
Para acompanhar os aperitivos servimos Espumante Codorniu - Pinot Noir - Espanha.
Entradas: - Trilogia de foie-gras : dupla de macarron com paté de foie e terrine de canard, foie-gras com redução de manga, figo seco recheado com terrine de canard.
- tartar de atum com ova de massago e flocos de arroz.
- lascas de haddock com molho de branco com manteiga
Para acompanhar as entradas servimos - Vinho branco São Pedro de Yacochuya - Torrentes, 2008 - Argentina.
Pratos principais: - Musseline de pupunha com camarões flambados
- Lombo de Cherne regado com molho branco acompanhado de batatas calabrezas e aspargos salteados na manteiga.
- Magret de Canard regado com molho de laranja apimentado acompanhado de pure de maçã verde.
Para acompanhar os pratos servimos: Vinho branco São Pedro de Yacochuya - Torrentes, 2008-Argentina (os dois primeiros pratos) e Rupestro - 2008 - Itália (o último prato).
Sobremesas: - torta de maçã (do Zemílson)
- creme brulée (original mesmo)
Nada disso teria graça ou mesmo seria necessário se não tivéssemos os amigos especiais que temos. Obrigado pela presença, pelo papo, pelas risadas, e por serem o que são: Zemilson e Áurea ( Zé obrigado pela sobremesa - a torta de maçã -, estava maravilhosa, como sempre. Faça bom uso das favas de baunilha...), Luíz e Gene (adoramos sempre que vocês vem.Venham mais vezes!!!), Cecília e Marcos (pela primeira vez vocês estiveram conosco, voltem mais!!!), Denilson e Elisa (adoramos quando vocês vem estar conosco!).
Oferecemos aos amigos caixinhas com trufas para celebrar a Páscoa!!!
Onde nós compramos as coisas: carnes e foie- Chic Chiken - http://www.chicchiken.com.br/
peixes - Nina - Mercado do produtor Box 10
macarron - Le Pain du Lapin (http://www.lepaindulapin.com.br/)
As caixas foram feitas pela Iara (www.trabalhosdaiara.blogspot.com) e as trufas são da Bel Trufas.

quarta-feira, 24 de março de 2010

De novo o Nori


Domingo. Fomos a antiga feira hippie, para os mais velhos. Para os mais novos a feira da General Osório. Prefiro a feira hippie, as lembranças são boas. Fomos levar um trabalho para o Célio dar uma "guaribada". O Célio faz produtos com ferro. Candelabros, lustres, porta-chaves e outras coisas. Temos um candelabro enorme na varanda, com motivos florais que começou a ser "consumido" pela maresia. Deixamos a peça e fomos almoçar. Como íamos ao cinema, às 13:30h, no Cine Leblon (Um sonho possível), decidimos almoçar no Shopp. Leblon mesmo. Alimentação em shopping é coisa difícil, nos remete aos Estados Unidos: comida sem gosto, correria e gente sem papilas na língua. Aí me lembrei do Nori, aquele japa que eu sempre falo. Coisa rara em shopping. O Nori (para quem não sabe, nori é um tipo de alga usado na culinária japonesa) é um japa honesto. Ele fica dentro da praça de alimentação do shopping. Comemos duas saladas, uma com atum e salmão e a outa com frango e abacate, além de rolinhos de camarão, frescos e crocantes Tudo muito bom, serviço eficiente, vista do Cristo, em obras e cheio de andaimes, e preço justo. Continuo fã do Nori.

terça-feira, 23 de março de 2010

O retorno ao Aquim

Saímos cedo do teatro. Fomos ver a " A Gaiola das Loucas". Excelente peça que dispensa comentários sobre os atores principais: Falabela e Diogo Vilela. Saímos de lá cedo, mais ou menos 9 da noite e aí bate a fome e a vontade de jantar começa a aumentar. Não tinhamos programado nada mas, por via das dúvidas, levamos um vinho que nos indicado pela Carla: Séptima - Gran Reserva - 2007 - Argentina, que foi comprado na http://www.bardotvinhoseartes.com.br/ do amigo Abel. Ficamos na dúvida de dois ou tres restaurantes por perto mas acabamos optando pelo Aquim. De novo o Aquim (ver matéria anterior)!!! A decisão foi fácil: no quesito comida, as escolhas se equivaliam, na ambiência e serviço idem, mas a - taxa de rolha - foi decisiva. Aliás, taxa de rolha é coisa séria. Os preços variam de 30 reais a até 100 reais. O Aquim cobrou 40, que é justo. Vamos as pedidas:
Entrada: macarron recheado com foie-gras
Principais: filé acompanhado com wrap de beringela e queijo
filé com molho de shitake com pure de mandioquinha
sobremesa: banana caramelada com sorvete de doce de leite.
O vinho estava excelente. Bom vinho com preço mais que justo. Confira no site acima!!!!
Simples, gostoso, preço justo, atendimento impecável, ambiente aconchegante. O Aquim continua na lista dos melhores.




Jantar de sexta feira


Sexta feira é dia de receber amigos em casa. Recebemos Guersola e Cilene, Jamil e Beth, e Plínio e Chiara.
Papos à parte, vamos ao menu:
Ovas de salmão com torradas, queijo de ovelha com azeite e, caldo de vitela para abrir os serviços, tudo regado a Espumante Nocturno - Argentina.
De prato principal tivemos:
- Surubim defumado com queijo de cabra,
- Role de Linguado com shitake, batatas calabrezas e molho bechamel com camarões,
- Magret de Canard com pure de peras, arroz tailandez, e molho de laranja com pimentas.
Vinhos de acompanhamento:
São Pedro de Yacochuya - Torrentes 2008 - Argentina
Gavilán - 2006 Espanha
Chateau de Sales - 2004 Pomerol
Sobremesas:
- Frapé de morangos com mousse de chocolate,
- Sorvete de macadâmia com laranja caramelada e Amaretto.
Vinho: Calem Porto Vintage - 1998 Portugal
Ficamos de 9 da noite até às 2 da manhã!!!!!!
É a velha fórmula: bons amigos, bom papo, boa bebida e boa comida. Não há o que se reclamar.

domingo, 14 de março de 2010

Não honrou a tradição espanhola


Já conversamos sobre a culinária espanhola e suas cores, seus aromas e seus chefs premiados. Hoje resolvemos arriscar, por não querer ir ao Shirley no Leme, e fomos ao La Plancha - Av Ayrton Senna, 1791 - Barra da Tijuca. O La Plancha é muito antigo e fica no Mercado do Produtor, entre diversas peixarias. Há um certo charme de se ter uma refeição bem no coração de um mercado com peixarias, delis, açougues, um horti-fruti com bons produtos, casas que vendem gelo, carvão e com razoável área de estacionamento o que muito facilita nos dias de hoje. Mas vamos ao que interessa - para abrir o apetite pedimos uns pastéis de camarão. Nada demais, e olha que estes pastéis já foram objeto de cobiça, mas hoje em dia....deixam a desejar. Pedimos uma posta de cherne grelhado com arroz de maçã. Juro que fiquei apreensivo com o arroz, arroz de maçã com peixe...parecia uma mistura estranha, mas a arte de comer passa pelo experimento, portanto...... A posta era muito bem servida, dava para dois com fartura, o peixe era fresco o que é difícil hoje em dia, mas o sabor.... Não tinha nenhum tempero, nem mesmo sal. Doeu no coração...uma casa espanhola, peixe fresco, posta generosa mas o tempero...esqueceram. Bastava ter sal e pimenta, não precisava de mais nada, quem sabe um molho, sei lá. Não vou me estender demais sobre o arroz com maçã. Combinação maluca com gosto idem. Nada a ver com peixe.... Voltarei outro dia, ainda tenho boas recordações do La Plancha, mas hoje não rolou....

sábado, 13 de março de 2010

O jantar de despedida - Le TasteVin - Paris

Esta foi a surpresa mais agradável da viagem. Estávamos de saída, última noite, depois de suas semanas você já quase não tem mais forças para sair à noite. Já tínhamos cancelado o jantar no Le Train Bleu e em mais dois locais. Mas ainda era cedo, uma sete da noite, e estávamos dando uma volta pela ilha e passamos por um bistrô (foto acima) que de fora parecia um boteco, não tinha a classe e o charme dos bistrôs parisienses, mas ficamos olhando o menu, de fora, olhamos pela janela para ver a movimentação interna e hesitamos muito antes de entrar. Para dizer a verdade passamos três vezes pela porta do bistrô antes de entrar. Le TasteVin, 46, Rue Saint-Louis en L`Île, bem pertinho do L`Orangerie. Entramos e o esquema era o de sempre, poucas mesas, trinta lugares, e poucos clientes, no máximo dez conosco. Na equipe, uma senhora que era de tudo, caixa, atendente, ajudante de salão mas com uma característica ímpar: simpatia e bom humor. Observem que ela deveria ter uns 70 anos e estava ali às 8 e pouco da noite, feliz da vida. Para ajudá-la uma moça que deveria ser a filha dela, 40 e poucos anos e dentro da cozinha, dava para ver, um senhor, perto dos 70 anos, sozinho, feliz da vida. Olhando-se rapidamente imaginamos que talvez o serviço ficasse a desejar, mas como estávamos dentro da casa, por livre escolha, resolvemos arriscar. Sucesso total: boa ambiência (não espere nada moderno, é um bistrô antigo, de verdade), excelente serviço (que vitalidade daquela senhora - quero chegar na idade dela com a mesma disposição e bom humor) e uma comida de boa qualidade e num preço justo. A pedida da noite: entrada - salada de alface com lagostin grelhado e molho de limão. Pratos principais: Filé Rossini ( filé majestoso, de mal passado para ao ponto - sobre pão, coberto por foie gras com molho de trufas acompanhado de batatas calabrezas assadas; Magret de canard coberto de foie gras acompanhado de legumes sauteé. Para beber, um bom vinho da Borgonha. Reclamar do que? Foi a maior surpresa da viagem, não pela beleza ou pela localização, mas por termos certeza que na maioria da vezes nós devemos nos arriscar e experimentar locais que a maioria das pessoas não teria coragem de parar e entrar. Volatremos lá, com certeza!!