terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Garcia e Rodrigues que eu gosto



Gosto do Garcia por que é uma mistura agradável de padaria e restaurante. Os pães da casa são realmente deliciosos. E não adianta dizer que o Pain du Lapin ou outro do mesmo naipe é melhor que o Garcia. Se vc tem um negócio que só faz um produto, vc tem que ser bom no que faz. O Garcia tem dois negócios dentro de um: padaria e restaurante. No Leblon, acho o espaço um pouco apertado, existe um alvoroço de gente bonita dentro do Garcia, É muita gente bonita por metro quadrado!!!! O Garcia e Rodrigues que eu sou fã mesmo é do Barrashopping. Calma.....Ele se cara de bistrô francês, é bem frequentado. tem espaço de sobra. a decoração é linda, a carta de vinhos é muito boa (tem meia garrafa da maioria dos países que compõem a carta, o que é difícil), e tem um serviço de primeira. O maitre José Roberto é bastante atencioso e, por encrível que pareça, é o único (pelo menos nos restaurantes do Rio que eu conheço) que ao dar a carta de vinhos pergunta qual a carne ou prato que será pedido. Tem lógica, claro. O vinho harmoniza com o prato e não contrário. Mas só ele faz isto. Engraçado e interesante.
Demos uma fugida para almoçar no Garcia. Estava devendo essa para a Olga. O serviço de entrada é simples mas elegante: pães da casa (comemos todos os da cesta), manteiga, duas pastas - atum e tomate. Não precisa de mais nada para satisfazer o estomago naquele momento.
Eu estava ansioso para pedir uma codorna. E assim foi, pedi uma codorna recheada com bacon, ladeada por peras e uvas. D-e-l-i-c-i-o-s-o!!!! Só de escrever fico babando.


Codorna recheada ladeada por peras e uvas

A Olga resolvou pedir um clássico da culinária francesa que é sempre esquecido pela maioria dos mortais. Coq au vin. O do Garcia vem acompanhado por massa alsaciana (spatzle) para "quebrar" o gosto do vinho do prato, muito elegante. Confesso que quando provei o prato quase pedi para trocar com o meu. O meu estava 10, mas o dela estava 22,5.... Mas a vida tem dessas coisas!!!!



Coq au Vin


O vinho escolhido para harmonizar foi um Chateau Les Arromans 2006 - Bordeaux. Caiu como uma luva. Aliás...comer é bom demais!!!!!!!

Faltava adoçar a vida com as sobremesas: o menu é farto e tem doces para todos os gostos. Sou orfão da mil folhas do Pain du Lapin...depois que virou um botequim que serve sanduiches e às vezes fica em falta de paté e de terrines.... desisti de pedir esta sobremesa pois a deles era a melhor. Mas...... a Olga pediu o mil folhas de morango, montada na hora, fresquinha. Meus amigos, juro que ela não deixa a desejar. Gostosa, massa quebradiça, fresquinha  muito bem "arrumada".




Mil folhas de morango


Eu resolvi arriscar um outro clássico: Baba ao Rum com chantily. A inovação ficou por conta do mirepoix de frutas com calda que acompanhou o prato. Só perdeu um pontinho por que o Baba não era de pão de ló.....era um pequeno bolinho cortado ao meio. Mas não tirou o brilho do prato. Raspei o prato!!!



Baba ao Rum com chantily e frutas

De resto, café e financier para dois e a conta. Excelente almoço. O Garcia que eu gosto é este!!!!


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Tomara que não seja verdade

Ferran Adriá

O assunto não é novo, mas ficamos sempre trocendo para que não seja verdade e o mestre volte atrás. No início deste ano o grande Chef Catalão Ferran Adriá informou a comunidade internacional que o El Bulli estará fechado nas temporadas 2012/13. Segundo o Mestre ele estará no recesso criativo. Ele pretende se dedicar integralmente ao processo criativo de novos pratos e sabores o que normalmente já o faz. O El Bulli abre seis meses de cada ano e fica os outros seis fechado, em processo de criação e renovação do cardápio. É com essa postura que o El Bulli já abocanhou o título de melhor restaurante do mundo e o ele, o de melhor Chef.
Ficamos na torcida para que o Mestre não desapareça da cena gastronomica tanto tempo.




E fica aqui o ditado popular: " quem comeu, comeu, quem não comeu... que espere sua vez".  Última dica: o nome El Bulli vem dos antigos donos do hotel e restuarante que existia no mesmo local. O nome deriva da brincadeira que os locais davam ao local em razão da existência dos Bulldogs Franceses que ali existiam, daí o nome El Bulli, derivativo de Bulldog.


El Bulli

Bem que eu avisei.....



Bem que eu avisei...mas nem sempre se leva a sério!!! Fazer o que... Hoje pela manhã, bem cedo, um amigão, Fernando, veio falar para mim sobre o almoço que ele tinha ido no fim de semana, a pedido de um grupo de  amigos dele. Começou o relato falando sobre a comida que estava horrível, sobre o serviço que estava pior que a comida, sobre o ambiente apertado (aquelas mesas de bistrô francês, que cabem dois EUROPEUS educados e nunca dois brasileiros FORTES e mal educados) com mesas minúsculas e assim por diante. Perguntei aonde ele tinha ido. Ele foi relutante mas cedeu.... Barrashopping. Tremi nas bases... ali tem poucos locais, aliás conta-se nos dedos da mão esquerda (com ou sem dedo mindinho, tanto faz). Insisti e ele abriu o nome do local: BENKEI. Comecei a rir da situação e ele ficou chateado com o ocorrido. Disse para ele: bastava ter me ligado, mesmo sendo convite de amigo, vc ainda pode negociar, dizer que tem alergia, que está indisposto ou que seu santo não deixa vc ir lá, e pronto!!! Há alguns meses atrás eu falei muuuiiito mal do Benkei no blog. Comida japonesa de fast food. Da pior qualidade, que só sobrevive graças a falta de papilas na língua de alguns insistentes que ainda se aventuram a ir lá. Meus amigos, mais uma vez.... Benkei nem pensar!!!!!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Até que enfim a Barra tem seu restaurante português de verdade, ora pois....




Hoje na ida para a cidade, de taxi, fui conversando com o Sr. Rui, portugues, ainda com sotaque, da região do OPorto no norte da terrinha. Falamos sobre comida, é claro, sobre vinhos, sobre restaurantes em Lisboa e no OPorto, falamos do frio que fez no início do ano, falamos dos doces, enfim...falamos....falamos e falamos. Quando cheguei em casa, a Olga já estava com o convite pronto. Queria jantar fora, mas não queria voltar tarde da noite, Lei Seca..... cansaço..... Peguei o Iphone e ficquei catando restaurante na Barra da Tijuca. Procurei por procurar, pois nçao tinha fé de achar nada que valesse à pena sair. Cliquei nos "arredores" e comecei a ver a enxurrada de nomes que nem pagando nós iríamos: Outback, Joe e Leo's (com o perdão do André que é o dono e amigo....mas hamburguer virar jantar, só lá na casa matriz - NY), Borsalino (como decaiu....impressionante) e outros tantos até aparecer o nome Foz do Tejo - Av das Américas, 3500 - Bl E, Lj C - Cond. Empresarial Le Monde - http://www.fozdotejo.com.br/ . Casa portuguesa que eu nunca tinha ido, aberta no final de 2008, início de 2009, portanto, ainda nova. Chegamos cedo, por volta de 8 e meia da noite, levando conosco uma garrafa de Quinta Seara D'Ordens - 2004 - D"Ouro, pois a casa era lusitana e seria deselegante levar outro vinho que não o da terrinha. Local muito agradável, decoração elegante, nas cores vermelho, bege e branco,  que não fica cheio à noite, lotando nos almoços, segundo o maitre. O menu era bastante generoso, com pratos elaborados que vinham com explicação bastante humorada de cada prato e seus conteúdos. Ponto para o Foz do Tejo. Pedimos uns bolinhos de bacalhau para testar a casa. Vieram sequinhos e quentes. Perfeitos. Passamos para os pratos. Pedi um Bacalhau à Foz doTejo, que é uma posta generosa (comem dois com facilidade) de bacalhau com molho de tomates e coentro, acompanhado de batatas coradas e camarões. Tudo certo e saboroso.

Bacalhau à Foz do Tejo


A Olga foi de Camarões Flambados ao Rum com arroz  de passas e amêndoas. Tudo perfeito. Havia um leve toque de manteiga no molho dos camarões deste prato que fizeram a diferença. Como no meu prato, este também servem dois comensais com muita facilidade.

Camarões Flambados ao Rum

Depois deste jantar digno de dois Nababos, a hora da verdade...a sobremesa. Como a Olga mesmo fala, o "portuguesinho" aqui não pode nem ver doces da terrinha. A carta de sobremesas é farta.`Para mudar um pouco e, na falta de uns Ovos Nevados - s-a-u-d-a-d-e-s!!!!, pedi um Pudim à Foz do Tejo: pudim de clara coberto por ovos moles e farinha de nozes.....que coisa!!! Não bebi nem água depois para não perder o gosto do doce!!! De pedir perdão de joelhos!!!!



Pudim à Foz do Tejo
 Me senti em Lisboa, fiquei satisfeito e feliz por ter um restaurante portugues, até que enfim, na Barra. Tomara que a casa vingue e fique sempre conosco.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Para quem tem folego.....




Para quem tem folego, a Christie's de Londres está leiloando um pequeno lote de seis garrafas do Chateau Latour 1959. Ainda há tempo para abrir o site da Christie's e tentar fazer uma oferta ou nomear algum amigo que esteja por lá para fazer uma oferta. Preço estimado do lote: 45 mil libras.
É muito...sinceramente não acho, se pudesse pegaria uma garrafinha dessa preciosidade.

Essa eu roubei de um amigo....

Recebi email do Geraldo, companheiro dos calores e odores da cozinha do Senac, das incansáveis horas de calor e humor daquela cozinha, um poema genial que repasso para todos. Bom dia !!!!

O LAÇO E O ABRAÇO


Meu Deus! Como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.

Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o

laço. É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de

braço. É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,

em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...

devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.

E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.

Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.

Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,

deixando livre as duas bandas do laço. Por isso é que se diz: laço

afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.

E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum

pedaço.

Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.

Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

Mário Quintana

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Super dicas de espumantes.....





As dicas do amigo Abel da Bardot Vinhos e Artes para esta semana são alguns espumantes na promoção qualidade com preço justo:

Sarmento Baga - Brut:http://www.bardotvinhoseartes.com.br/loja/product_info.php?cPath=134_140&products_id=1513




Sarmento Tinto - Brut:http://www.bardotvinhoseartes.com.br/loja/product_info.php?cPath=134_140&products_id=1512






Sarmento Rosé - Brut:http://www.bardotvinhoseartes.com.br/loja/product_info.php?cPath=134_140&products_id=1510
 
Acessem o site da Bardot Vinhos e Artes e encomendem e boa degustação.
 
P.S: o dono da Bardot, Abel, está fazendo curso de sommelier na ABS. Está entendendo cada vez mais do riscado. Parabéns!!!!!!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Restaurante Week no Rio




Em outubro, a edição carioca do Restaurante Week estará acontecendo. Não me deixem esquecer, por favor, mandem email, deixem um comentário no blog. São diversos restaurantes que estarão oferecendo pratos especiais a preços também especiais. portanto, outubro já está chegando...vamos dar um passeio pelos restaurantes do Rio.

http://www.restauranteweek.com.br/

Dica de NY... coisa nova em Chelsea!!!!!!






Para aqueles que dão suas fugidas do Rio e se escondem em NY, mais uma dica (esta veio da Suely): Chelsea Market - http://www.chelseamarket.com/ , que fica no 75, 9th Avenue, entre 15th e 16th streets. Ém complexo que já foi fábrica e hoje abriga umas 30 empresas e se tornou um centro de gastronomia na cidade.





O prédio antigo, bastante comum naquela parte da ilha, é um convite para se passar um dia tranquilo, com diversas opções de restaurantes novos, de comidas diferentes e nocas. Existem ainda opções para se comprar condimentos e especiarias. Vale a visita, até mesmo que os locais novos são sempre bem vindos quando se está em viagem.

Un español de verdad.......Shirley

Shirley


Saímos meio sem rumo para almoçar. Lembramos de várias opções e quase optamos por um lanche rápido. Ainda bem que mudamos de idéia. Estava devendo uma visita ao Shriley - Rua Gustavo sampaio, 610-A - Leme, pois a Olga não conhecia. Conheço o Shirley há algum tempo. Em matéria de espanhol, ele estava sozinho, e na minha modesta opinião continua na liderança sozinho. Longe de compará-lo aos restaurantes do Mercado do Produtor, na Barra da Tijuca,  que se dizem espanhõis, mas não o são, o Shirley nada de braçada nesse quesito. É tipicamente espanhol. Está escondido no Leme, bem no meio. Fachada de botequim, 34 lugares, que se apertados rendem 40 lugares. Ambiente tranquilo, familiar em todos os aspectos. Não tem lista de espera, tem olho de espera. Isto mesmo, olho do garçon Hamilton, que está no balcão da frente e sempre pergunta a mesma coisa: "mesa para quantos".... e quando você solicita a inclusão de seu nome da lista ele responde laconicamente...." Pode deixar que te chamo"... e chama mesmo.

Quando chegamos, a casa estava lotada, claro. Era uma e meia da tarde e optamos por ficar encostados no balcão, de bunda para a rua, comendo umas "entradas" para acalmar a fome. Deixei por conta do Hamilton, que nos serviu uma porção de mexilhões em vinagrete que estavam num pote de plástico em cima do balcão, bem a mostra.Confesso que tenho o maior respeito por mexilhões, tenho respeito e medo. Mexilhão estragado tem o poder de praga de sogra, é quase mortal. Mas resolvemos arriscar: m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o!!!! Sem estar picante ou amargo, no ponto certo e com mexilhões macios. Pedimos pão e matamos esta entradinha.





Quando finalmente fomos para a mesa, pedimos umas sardinhas em molho escabeche que também estavam sobre o balcão em pote semelhante aos mexilhõe. Minha genética portuguesa, como carinhosamente diz a Olga, não me permite esquecer de sempre que possível, comer uma sardinha, não importa o local ou o modo de preparo. Vieram umas quatro das grandes, ao estilo "em conserva", mas com molho de escabeche. Meu pai as fazia de forma diferente, eles as fritava à milaneza, abertas e sem espinhas e depois as colocava para marinar no molho, dentro da geladeira de um dia para o outro. "Dormiam no frio"..... Resolvi comer ao estilo "meu avô" e pedi uns pães franceses e coloquei uma sardinha dentro, sem as espinhas, é claro, depois coloquei uns pimentões do molho, uns pedaços de cebola e azeite, muito azeite. Fechei o pão, os olhos, e me deliciei com o sabor e a memória dos sanduíches que desde pequeno vi meu avô fazer.


Por fim pedimos um prato para dois, pois no Shirley, um prato serve dois. Lagosta a la plancha. Lagosta grelhada, com batatas cozidas e molho de manteiga. Simples, gostoso e barato. Bem ao ponto, sequinha e macia. Detalhe: ela foi retirada do balcão frigoríco que fica na entrada e me foi "mostrada" ao natural, fresquinha, para aceitação. Só em Portugal e Espanha você vê esse tipo de coisa......








O interessante dessa estória foi de que procurei o Shirley por dois motivos: primeiro que a Olga não conhecia, segundo que eu queria provar na prática que ele merece muito mais destaque que o concorrente de São Conrado.Está certo que ele não tem rosas vermelhas nas colunas, não tem paredes de laminados de ferro, não tem vista para o mar, não tem Valet, aliás não tem nem onde parar o carro - aconselho tentar a praia e vir a pé mesmo, não tem seguranças na porta, nem porta pivotada, pois nem porta tem, mas..... de que valem as espumas, as infusões, os Jerez servidos, os garçons que falam três idiomas, os maitres, a gentileza da sommelier, os pseudo pratos "da nueva cocina", se você sai com a impressão de que não comeu nada que justificasse o preço pago. Hoje comi por um rei por um terço do valor e almocei dobrado. Saí satisfeito e rendendo mais uma homenagem ao Shirley....... que venga el toro!!!!!!!!

Aliás, como li no cardápio do Shirley: " Sueñe como un Quixote, y saboree como Sancho"

Voce conhece os brigadeiros da Maria Brigadeiro.......



Fazer doce é um dom. Os doces são a expressão da docilidade da alma, o lado carinhoso e gentil. Em Sampa existe um atelier (isto mesmo...atelier, pois é arte pura) que se dedica a criar brigadeiros. De todos os tipos, cores, formatos e sabores. É a Maria Brigadeiro da Chef Juliana Motter.

Juliana Motter




Reza a lenda que ela começou aos seis de idade. De lá para cá foi criação em cima de criação. Como ela mesmo diz, " o brigadeiro é a trufa brasileira, estava sendo subaproveitado, como doce acessório em festa de criança". Verdade pura. Ela elevou este docinho à condição de patisserie francesa. O mais engraçado é que a Juliana é jornalista formada que depois foi para a gastronomia, graças a Deus!!!!!

A Juliana elevou a categoria dos finger candies à condição de doces de gente grande. São doces finos e simples. É a simplicidade das grandes coisas.
O mimo abaixo é uma das criações a Chef que faz humor e traz novidade ao docinho numero um das festinhas de criança.

Doce TPM

Ela faz graça com uma situação que deve dser sempre tratada com muiiito cuidado: TPM.

Existe a possibilidade de visitação ao atelier da Chef.

Ateliê Maria Brigadeiro
Visitas com hora marcada
Tel.: (11) 3085-3687 / 8381-6440

Aproveite e passeie pelo site da Maria Brigadeiro!!!!!

http://www.mariabrigadeiro.com.br/


Caso você seja um aficcionado, um chocólatra, compre o livro da Chef Juliana que contém muitas receitas de brigadeiros. " O livro do brigadeiro" - Panda Books.




segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Mais um blog interessante para vcs!!!!!




Mais um blog muito interessante. A Iara vem confeccionando caixas de mdf finamente acabadas (quando você estiver com uma caixa feita pela Iara, NUNCA mais você vai comprar caixas decoradas em lojas e outros locais. A qualidade é dez!!!! Além de bom gosto e praticidade, ela permite, na medida do possível, mudar os motivos, as cores, colocar ou retirar algum item. São caixas forradas, pintadas, com apliques, enfim tem caixa para toda ocasião. Eu mesmo já comprei algumas para oferecer aos amigos num jantar em casa. Usei também em jantar de Natal, coloquei dentro um Papai Noel feito de pão de mel do Kurt.

Acessem http://www.trabalhosdaiara.blogspot.com/  e vejam todas as opções de presentes!!!!

Quero aprender a cozinhar, como fazer??????




Algumas pessoas me perguntaram como aprender a cozinhar. "Aprender" é pesado demais, prefiro o termo iniciar a viagem, bem melhor. Existem cursos rápidos e outros mais extensos, tem curso para aprender a fazer um ou dois pratos, tem curso para fazer pizza, para fazer sushi, tem curso para se tornar cozinheiro (que é bem legal, pois fornece a base e dá noção exata das quantidades, dos cortes, enfim é para usar no chão da fábrica), para ser chef (que aconselho primeiro fazer o de cozinheiro, pois só manda quem sabe fazer). Tem tudo para todos os gostos, basta acessar o site do Senac  ou da Estácio para se informar e escolher aquele que você mais gosta.

Existem os livros que são vendidos nas livrarias. Basta escolher e "tentar" sem medo. Mesmo que dê errado, tente de novo, até acertar!!!!

Vamos a alguns exemplos que tenho ao meu alcance, alguns que volta e meia dou uma olhada para tirar uma dúvida ou simplesmente ficar folheando e vendo as figuras:

- Mestre Cuca - Larousse - Ed Larouse
- Segredos de Gordon Ramsay - Ed Globo
- Famosas sobremesas francesas - Jean C. Prioux - V e R Editora
- Técnicas de cozinha Profissional - Ed Senac
- Chefs - Segredos e Receitas - Ed Melhoramentos

Existem centenas de livros, basta você procurar e achar um para você. 
Boas compras!!!!!!

domingo, 5 de setembro de 2010

Eu insisto, mas não me conveço......


Sábado, inciando uma final de semana looonnngo, e o Marcão me liga. "Não tem desculpa hoje, vamos todos jantar fora. Vamos ao Boox!!!". Não tinha nem por que dizer nada, estávamos em falta há umas duas semanas. Acertamos horário, 9 horas. Liguei antes para saber se tudo estava certo e ele me avisou que tudo tinha mudado: não tinha mesa para nós no Boox e o local tinha sido mudado para o Fasano - Hotel Fasano - Ipanema.

Vocês estão carecas de saber que eu tenho uma cisma com o Fasano. Prefiro o Gero. Tem alguma coisa ali que não encaixa direito, não sei dizer ao certo o que é mas, não me sinto a vontade e não aprecio a comida dali. O aniversário da Patrícia foi algo a parte, estávamos no reservado, com menu programado, com bom vinho, boa música, enfim, o ambiente estava sobre controle - foi um capítulò à parte. Mas no salão comum......nunca funcionou direito.

Ontem esperava o melhor, os amigos estavam lá: Francisco e Patrícia, Marcão e Suley, WaLlid e Dani, e nós... só faltou o Valtinho e a Sandra (estavam num casamento). O Zé estava em Angra, o Luciano e o Márcio provavelmente também, a Lúcia e o Guto estavam no Le Pré Catelan.

A Olga pediu um Chateau Labadie - Medoc, excelente pedida.

De entrada pedi um polvo grelhado sobre salda de feijões brancos e rúcula. Juro que não tinha nada demais, nada mesmo. Mas eu sou insistente.


Salada de polvo

De principal pedi um pargo que viria envolto numa fina camada de massa folhada (o pedido foi feito pela lembrando de um filé de veado à Wellington, que me foi servido no restaurante dentro da Adega do Esporão no Alentejo - que até hoje está na minha memória!!!!). O segredo de se envolver um filé, seja de carne de caça ou de pescado, é mante-lo seco e crocante, senão vira bife à milaneza, meio sem graça, que depende de algum molho ou quijo derretido para disfaçar a tragédia.



Pargo
O meu pargo não estava crocante..... estava mais para bife à milazena do que para à Wellington..... Tristeza. Mas valeu pelas risadas dos casos contados, das perguntas bombásticas do Francisco, e, principalmente de rever os amigos e jogar conversa fora. Vale sempre estar com os amigos!!! Mas Fasano....de novo....só se for um convite de amigo.

Para fechar, pedi um Gateau!!!! Não vou nem comentar......

A Olga pediu para dizer que o Torteli de Vitelo estava bom.....não discordo nem concordo, mas enfatizo que no Fellini do Leblon, a Ana Maria, faz igualzimho...com precinho......miudinho e você ainda sai do Fellini, tropeça e cai dentro do Kurt para açucarar a vida com aqueles doces maravilhosos!!!!!

sábado, 4 de setembro de 2010

EÑE nunca mais!!!!!!


Fomos na semana da estréia, há muito tempo atrás.... não gostamos. Logo depois a Luciana Froés também baixou o sarrafo neles....me senti o máximo, pois tinha falado que não vi nada que justificasse a fama paulista. Quase fui linchado pelos amigos da academia... mas tinha a Luciana Froés comigo, portanto quem seria contra mim..... Deixei rolar o tempo, dar uma segunda chance ao espanhol. Os meses se passaram e ontem, estávamos estudando qual cineminha que iríamos ver, meio sem opções quando recebemos a ligação da Silvinha e do Zeca nos convidando para jantar. Depois de rápida discussão, resolvemos tentar de novo o EÑE - Hotel Intercontinental - São Conrado. Juro que tremi mas como os amigos pediram, fomos pra lá. Chegamos cedo, umas 8 e meia da noite. Reserva feita, restaurante vazio ( acreditava que por conta dos últimos episódios de bang bang urbano na Rocinha), até aí tudo bem, so far, so good. Recebidos pela maitre Cecília, espanhola, educada e  prestativa que nos encaminhou até à mesa. Mesa bem posicionada, boa vista da praia e da cozinha. Fomos convidados a beber um Tio Pepe Jerez Fino para abrir o apetite. Jerez de primeira qualidade que junto com os chouriços nos causou boa impressão.



Chouriços espanhóis
Para acompanhar o Jerez, pedimos uns chouriços. Quatro sabores, bem finos e gostosos. Mas tapas são tapas, ou seja, é uma arte, mas arte bem menor que uma refeição.
A Olga levou um Barolo 2004 da adega da Olga. Como o forte dos espanhóis são as carnes, levamos um Barolo para contracenar com o jantar. Quando ele desaparecesse nós faríamos uma graça com os vinhos espanhóis da casa.
Barolo 2004

Depois de muito papo, muito vinho e alguns goles de Jerez, resolvemos partir para o cardápio. Era a hora da verdade.
O menu ainda estava enxuto, com opções suficientes para todos os gostos além de não causar estresse com muitas escolhas.
Mas vamos logo aos pedidos:
Olga - Cordeiro com cogumelos
Cordeiro com cogumelos

Zeca : Vitela brazeada com cogumelos
Vitela brazeada com cogumelos
Silvinha: Posta de bacalhau na emulsão de azeite e alho
Posta de bacalhau na emulsão de azeite e alho
Eu: leitão crocante com maçã
Leitão crocante com maçã
Como o Barolo já tinha sido consumido, pedimos auxílio a Cecília que nos sugeriu um Viña Sastre - Crianza. Excelente pedida que iria realçar os sabores das carnes. A Silvinha foi prejudicada nessa pedida, mas o bacalhau representava a minoria na mesa, portanto.....
Viña Sastre - Crianza
O Zeca e a Silvinha gostaram dos pratos. Provei o prato da Olga e achei salgado e, para mim, tinha passado do ponto, perdendo a maciez da carne do cordeiro. Uma pena. Os cogumelos estavam quase sem nenhum sabor extra, pouco adicionando ao prato. O prato em si, não tinha nada de criativo pois servir cordeiro com cogumelos não é nenhuma inovação. Daria uma nota 6 e olhe lá!!!
O meu prato foi a grande decepção: carne de leitão tem seu peso, tem sua cota de gordura. Quando pedi, apostei no crocante, na possibilidade de ter uma carne no ponto certo entre o leitão de casa e o torradinho e crocante. A capa do cordeiro (pele) estava realmente crocante. Pele é pele, queimada fica corcante, faz passar a gordura para a carne, daria até um tom de defumado na carne. Mas não aconteceu. A carne estrava mais para mal passada que para ao ponto. Um pouco sem sabor. A maçã que poderia ajudar para dar um toque de doce no prato, estava passada. Fiquei triste e decepcionado. Tentei de novo e não deu certo. Tenho excelentes lembranças de restaurante de Madri e Barcelona. A culinária espanhola, tirando o mestre Ferran Adriá que é g-e-n-i-a-l, é um quadrado fácil de ser conduzido a exemplo da cluninária portuguesa. Carnes de caça, pescado, legumes, chouriços, temperos maravilhosos, cores e sabores.
Para matar a saudade de Barcelona, pedi um Creme Catalão, que é a versão espanhola do Creme Bruleé francês. Quase morri quando provei....nem de longe se parecia com o creme catalão que é servido em qualquer bar ou botequim de Barcelona. Meu Deus!!!!! Juro que mais se assemelhava a um flan de baunilha.....
Creme Catalão
As sobremesas foram acompanhadas por um Moscatel Oro - Vinícola Torres. Excelente pedida para salvar a minha sobremesa.
Por fim pedimos café e o Zeca ainda sacou um Cardenal Mendonza para ajudar o café que vei com um pratinho de canelet e gotas de café.
Tirando o papo com os amigos e os vinhos, perdi meu tempo e meu dindin.
Depois de mais uma experiência desastrada no EÑE, jurei não voltar mais. Vou esperar outubro, voltaremos para Barcelona (é o nosso Rio de Janeiro na Europa) e aí sim vou matar a saudade da cozinha espanhola. De quebra vamos tentar dar uma voada até Lisboa para abraçar os amigos Joaquim, Palmira e família.