segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Quero aprender a cozinhar, como fazer??????




Algumas pessoas me perguntaram como aprender a cozinhar. "Aprender" é pesado demais, prefiro o termo iniciar a viagem, bem melhor. Existem cursos rápidos e outros mais extensos, tem curso para aprender a fazer um ou dois pratos, tem curso para fazer pizza, para fazer sushi, tem curso para se tornar cozinheiro (que é bem legal, pois fornece a base e dá noção exata das quantidades, dos cortes, enfim é para usar no chão da fábrica), para ser chef (que aconselho primeiro fazer o de cozinheiro, pois só manda quem sabe fazer). Tem tudo para todos os gostos, basta acessar o site do Senac  ou da Estácio para se informar e escolher aquele que você mais gosta.

Existem os livros que são vendidos nas livrarias. Basta escolher e "tentar" sem medo. Mesmo que dê errado, tente de novo, até acertar!!!!

Vamos a alguns exemplos que tenho ao meu alcance, alguns que volta e meia dou uma olhada para tirar uma dúvida ou simplesmente ficar folheando e vendo as figuras:

- Mestre Cuca - Larousse - Ed Larouse
- Segredos de Gordon Ramsay - Ed Globo
- Famosas sobremesas francesas - Jean C. Prioux - V e R Editora
- Técnicas de cozinha Profissional - Ed Senac
- Chefs - Segredos e Receitas - Ed Melhoramentos

Existem centenas de livros, basta você procurar e achar um para você. 
Boas compras!!!!!!

domingo, 5 de setembro de 2010

Eu insisto, mas não me conveço......


Sábado, inciando uma final de semana looonnngo, e o Marcão me liga. "Não tem desculpa hoje, vamos todos jantar fora. Vamos ao Boox!!!". Não tinha nem por que dizer nada, estávamos em falta há umas duas semanas. Acertamos horário, 9 horas. Liguei antes para saber se tudo estava certo e ele me avisou que tudo tinha mudado: não tinha mesa para nós no Boox e o local tinha sido mudado para o Fasano - Hotel Fasano - Ipanema.

Vocês estão carecas de saber que eu tenho uma cisma com o Fasano. Prefiro o Gero. Tem alguma coisa ali que não encaixa direito, não sei dizer ao certo o que é mas, não me sinto a vontade e não aprecio a comida dali. O aniversário da Patrícia foi algo a parte, estávamos no reservado, com menu programado, com bom vinho, boa música, enfim, o ambiente estava sobre controle - foi um capítulò à parte. Mas no salão comum......nunca funcionou direito.

Ontem esperava o melhor, os amigos estavam lá: Francisco e Patrícia, Marcão e Suley, WaLlid e Dani, e nós... só faltou o Valtinho e a Sandra (estavam num casamento). O Zé estava em Angra, o Luciano e o Márcio provavelmente também, a Lúcia e o Guto estavam no Le Pré Catelan.

A Olga pediu um Chateau Labadie - Medoc, excelente pedida.

De entrada pedi um polvo grelhado sobre salda de feijões brancos e rúcula. Juro que não tinha nada demais, nada mesmo. Mas eu sou insistente.


Salada de polvo

De principal pedi um pargo que viria envolto numa fina camada de massa folhada (o pedido foi feito pela lembrando de um filé de veado à Wellington, que me foi servido no restaurante dentro da Adega do Esporão no Alentejo - que até hoje está na minha memória!!!!). O segredo de se envolver um filé, seja de carne de caça ou de pescado, é mante-lo seco e crocante, senão vira bife à milaneza, meio sem graça, que depende de algum molho ou quijo derretido para disfaçar a tragédia.



Pargo
O meu pargo não estava crocante..... estava mais para bife à milazena do que para à Wellington..... Tristeza. Mas valeu pelas risadas dos casos contados, das perguntas bombásticas do Francisco, e, principalmente de rever os amigos e jogar conversa fora. Vale sempre estar com os amigos!!! Mas Fasano....de novo....só se for um convite de amigo.

Para fechar, pedi um Gateau!!!! Não vou nem comentar......

A Olga pediu para dizer que o Torteli de Vitelo estava bom.....não discordo nem concordo, mas enfatizo que no Fellini do Leblon, a Ana Maria, faz igualzimho...com precinho......miudinho e você ainda sai do Fellini, tropeça e cai dentro do Kurt para açucarar a vida com aqueles doces maravilhosos!!!!!

sábado, 4 de setembro de 2010

EÑE nunca mais!!!!!!


Fomos na semana da estréia, há muito tempo atrás.... não gostamos. Logo depois a Luciana Froés também baixou o sarrafo neles....me senti o máximo, pois tinha falado que não vi nada que justificasse a fama paulista. Quase fui linchado pelos amigos da academia... mas tinha a Luciana Froés comigo, portanto quem seria contra mim..... Deixei rolar o tempo, dar uma segunda chance ao espanhol. Os meses se passaram e ontem, estávamos estudando qual cineminha que iríamos ver, meio sem opções quando recebemos a ligação da Silvinha e do Zeca nos convidando para jantar. Depois de rápida discussão, resolvemos tentar de novo o EÑE - Hotel Intercontinental - São Conrado. Juro que tremi mas como os amigos pediram, fomos pra lá. Chegamos cedo, umas 8 e meia da noite. Reserva feita, restaurante vazio ( acreditava que por conta dos últimos episódios de bang bang urbano na Rocinha), até aí tudo bem, so far, so good. Recebidos pela maitre Cecília, espanhola, educada e  prestativa que nos encaminhou até à mesa. Mesa bem posicionada, boa vista da praia e da cozinha. Fomos convidados a beber um Tio Pepe Jerez Fino para abrir o apetite. Jerez de primeira qualidade que junto com os chouriços nos causou boa impressão.



Chouriços espanhóis
Para acompanhar o Jerez, pedimos uns chouriços. Quatro sabores, bem finos e gostosos. Mas tapas são tapas, ou seja, é uma arte, mas arte bem menor que uma refeição.
A Olga levou um Barolo 2004 da adega da Olga. Como o forte dos espanhóis são as carnes, levamos um Barolo para contracenar com o jantar. Quando ele desaparecesse nós faríamos uma graça com os vinhos espanhóis da casa.
Barolo 2004

Depois de muito papo, muito vinho e alguns goles de Jerez, resolvemos partir para o cardápio. Era a hora da verdade.
O menu ainda estava enxuto, com opções suficientes para todos os gostos além de não causar estresse com muitas escolhas.
Mas vamos logo aos pedidos:
Olga - Cordeiro com cogumelos
Cordeiro com cogumelos

Zeca : Vitela brazeada com cogumelos
Vitela brazeada com cogumelos
Silvinha: Posta de bacalhau na emulsão de azeite e alho
Posta de bacalhau na emulsão de azeite e alho
Eu: leitão crocante com maçã
Leitão crocante com maçã
Como o Barolo já tinha sido consumido, pedimos auxílio a Cecília que nos sugeriu um Viña Sastre - Crianza. Excelente pedida que iria realçar os sabores das carnes. A Silvinha foi prejudicada nessa pedida, mas o bacalhau representava a minoria na mesa, portanto.....
Viña Sastre - Crianza
O Zeca e a Silvinha gostaram dos pratos. Provei o prato da Olga e achei salgado e, para mim, tinha passado do ponto, perdendo a maciez da carne do cordeiro. Uma pena. Os cogumelos estavam quase sem nenhum sabor extra, pouco adicionando ao prato. O prato em si, não tinha nada de criativo pois servir cordeiro com cogumelos não é nenhuma inovação. Daria uma nota 6 e olhe lá!!!
O meu prato foi a grande decepção: carne de leitão tem seu peso, tem sua cota de gordura. Quando pedi, apostei no crocante, na possibilidade de ter uma carne no ponto certo entre o leitão de casa e o torradinho e crocante. A capa do cordeiro (pele) estava realmente crocante. Pele é pele, queimada fica corcante, faz passar a gordura para a carne, daria até um tom de defumado na carne. Mas não aconteceu. A carne estrava mais para mal passada que para ao ponto. Um pouco sem sabor. A maçã que poderia ajudar para dar um toque de doce no prato, estava passada. Fiquei triste e decepcionado. Tentei de novo e não deu certo. Tenho excelentes lembranças de restaurante de Madri e Barcelona. A culinária espanhola, tirando o mestre Ferran Adriá que é g-e-n-i-a-l, é um quadrado fácil de ser conduzido a exemplo da cluninária portuguesa. Carnes de caça, pescado, legumes, chouriços, temperos maravilhosos, cores e sabores.
Para matar a saudade de Barcelona, pedi um Creme Catalão, que é a versão espanhola do Creme Bruleé francês. Quase morri quando provei....nem de longe se parecia com o creme catalão que é servido em qualquer bar ou botequim de Barcelona. Meu Deus!!!!! Juro que mais se assemelhava a um flan de baunilha.....
Creme Catalão
As sobremesas foram acompanhadas por um Moscatel Oro - Vinícola Torres. Excelente pedida para salvar a minha sobremesa.
Por fim pedimos café e o Zeca ainda sacou um Cardenal Mendonza para ajudar o café que vei com um pratinho de canelet e gotas de café.
Tirando o papo com os amigos e os vinhos, perdi meu tempo e meu dindin.
Depois de mais uma experiência desastrada no EÑE, jurei não voltar mais. Vou esperar outubro, voltaremos para Barcelona (é o nosso Rio de Janeiro na Europa) e aí sim vou matar a saudade da cozinha espanhola. De quebra vamos tentar dar uma voada até Lisboa para abraçar os amigos Joaquim, Palmira e família.

Como é que começou essa estória de cozinhar.....


Alguns amigos perguntam como é que começou a estória de cozinhar e apreciar bons pratos. Poucos sabem a origem dessa novela, mas vamos lá: apreciar bons pratos é genética, não sei de quem, mas sempre tive queda por bons pratods e por sabores. Sempre procurei o máximo no quesito gastronomia, não importando a situação, ou seja, o melhor churrasco, o melhor feijão, o melhor atum e por aí vai. Continuo a busca até hoje. Sempre me surpreendo. O quesito cozinhar é que é no mínimo engraçado. Quem cozinhava na minha casa, quando eu era garoto, era meu pai. O cara fazia de tudo e a memória que eu tenho é de comida saborosa, embora simples. Minha mãe fugia da cozinha como Petista do trabalho.... Depois de velho resolvi experimentar e peguei no tranco, estimulado pela Olga que resolveu testar a herança de família. Juro, e não sei como, mas cozinho, invento, gosto de qualquer prato, faço de tudo e segundo a Olga, ao mesmo tempo que cozinho, já vou arrumando a cozinha, rapidinho. Coisa de virginiano maluco...tudo arrumado, sempre. Mas voltando ao caso, acho que HERDEI do meu pai a vontade de fazer comida e de experimentar sabores. Faço com o maior prazer, horas e horas na cozinha são diversão para mim, não me estressa, não me cansa, não me aborrece. Descobri que cozinhar é meio como fazer amor: não existe uma regra específica, tem o fundamento que todos devem saber, mas o resultado final depende basicamente do que você vai colocar na panela.....vale sempre a sua habilidade e apetite. Gosto de receber os amigos e servi-los, a Olga também gosta, então, juntamos, gasolina e fósforo....... Detalhe: meu filho, Gabriel, cozinha sem nunca ter feito curso ou ter tido a uma aula sequer, faz por intuição, muito engraçado....é  a maldição da família. Fazer o que.....

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bolo é bom demais !!!!!!


Tem coisa que a gente gosta muito e tem goisa que a gente ama!!!! Bolo de festa é uma dessas coisas que a gente ama.... e se deixar, come sem parar! Festa de criança é boa porque tem bolo de festa. Quem diz que não é isto, está mentindo. Bolo é bom demais...bolo no dia seguinte, é melhor ainda. Tomar café da manhã com bolo de festa, com glacé, é para se começar o dia com muita energia (depois de tanto açúcar é claro...que me perdoem os diabéticos!!). Tenho uma amiga que além de ser uma dentista de mão cheia, é boleira...pode isso!!! Pode sim. Faz bolos incríveis, decorados, com glacé, para qualquer ocasião. Batizado, aniversário, enterro de síndico, de chefe, tem bolo para tudo. Visitem o blog da Dani - http://www.cakesseria.blogspot.com/ - lá vcs encontrarão fotos de bolos, de doces e o telefone e email de contato. Numa época de pouca qualidade, vale à pena visistar o blog da cakesseria e encomendar um bolinho, mesmo sem festa, só para experimentar.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Novo livro da Chef Carla Pernambuco

Chef Carla Pernambuco


Quem está sempre a procura de bons pratos, conhece a fama e a destreza da Chef Carla Pernambuco e seu glorioso restaurante - Carlota. A Chef está nos brindando com mais um livro de receitas -10 X dez - 100 Receitas para comer de joelhos - Ed. Leya.
Desta vez a Chef divide o livro em dez situações com dez receitas, fáceis e muito boas. São receitas especiais, com os ares das novas tendências gastronomicas e com a habilidade que fizeram dela uma das melhores do país.
Preço desta tentação está acessível para todos: R$ 74,90. Se vc fizer as contas direitinho...cada dica (prato) sai por R$7,90 ( mais ou menos 2 expressos)... portanto, está de graça. Compre, se divirta, chame os amigos e deixe o Chef que existe em vc sair para passear!!!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fast food no berço da SLOW FOOD....nunca!!!!!!!

Mc Gordão




Que a política na Itália vai de mal a pior, isso não é novidade para ninguém. Mas quando os italianos pensavam que já tinham visto todo tipo de imoralidade por parte de seus políticos, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi conseguiu superar mais uma vez as expectativas, ao atacar a instituição mais sagrada de seu país: la divina cucina italiana! Unindo-se recentemente ao McDonald’s, a rede fast-food norte-americana que simboliza a globalização da mediocridade alimentar, o governo italiano patrocinou a criação de uma nova linha de hambúrgueres - o McItaly. “O McDonald’s agora fala italiano”, diz o slogan.




Usando um avental e bancando o funcionário modelo da lanchonete americana, o ministro da agricultura Luca Zaia informou à imprensa que os novos sanduíches serão feitos com produtos exclusivamente italianos como alcachofra, pancetta, bresaola e queijo Asiago. Sim, produtos 100% italianos, garantiu o ministro, que, assim como seu superior, demonstra não só a falta de amor pelos produtos da terra mas também total desconhecimento sobre a procedência dos alimentos. A bresaola della Valtellina, a bem da verdade, é feita de carne bovina made in Brazil e Argentina!



A dieta mediterrânea é estudada por nutricionistas e indicada pelos médicos como a mais saudável do mundo. É rica em fibras, antioxidantes e gordura monoinsaturada, e é balanceada em proteínas e outros carboidratos. A cozinha italiana conseguiu manter, mesmo em meio ao mundo globalizado, a sua integridade e princípios, exportando a ideia de vida saudável, comfort food e o prazer de comer bem. Além de ter sido – pura ironia! - o berço do Slow Food, movimento internacional fundado por um grupo de barolistas e liderado pelo jornalista Carlo Petrini, em meados dos anos 80, e criado justamente contra a rede de lanchonetes norte-americana e sua filosofia junk food. O Identità Golose, o mais famoso congresso de cozinha autoral da Europa, que começará nesta primeira semana de fevereiro, promete muitos debates e protestos fervorosos sobre o assunto.


Os chefs italianos contemporâneos, por sua vez, adicionaram a criatividade, o pensamento ideológico e filosófico, construíndo suas cozinhas sobre o alicerce sólido da cozinha italiana tradicional. Fazendo parceria com o McDonalds, o governo italiano não só tenta corromper o ethos cultural e a dignidade do produto de terroir de seu país, como também envia uma mensagem errônea aos consumidores (a maioria jovens e crianças), mascarando um produto de baixa qualidade e valor nutritivo com a imagem e o nome de um país que é respeitado e admirado mundialmente por sua culinária primorosa.



“Um ato monstruoso de traição nacional”, afirma o jornalista e crítico de restaurantes britânico Matthew Fort ao jornal The Guardian. Muitos chefs, foodies e cidadãos italianos estão indignados, e inúmeros protestos podem ser acompanhados na internet, em blogs ou no twitter, assim como em respeitados jornais europeus. Eu acrescento aqui meu protesto pessoal, que também representa a opinião de muitos colegas de profissão com quem falei nos últimos dias: “- O novo McItaly é a materialização de um escândalo político, uma tragédia gastronômica, e um insulto à cultura alimentar italiana.”



Berlusconi desta vez cutucou o vespeiro com vara curta!



Dicas de vinho - fechando a semana!!!

O Abel da Bardot Vinhos e Artes (http://www.bardotvinhoseartes.com.br/) , colaborando conosco, está indicando algumas opções de bons vinhos num precinho camarada. Nada caro, mas com qualidade.

Aí vão as dicas:

Casa Silva Reserva - Carmenère, R$ 51,90: http://www.bardotvinhoseartes.com.br/loja/product_info.php?products_id=1014




Santa Rita Gran Hacienda - Carmenère, R$ 46,99: http://www.bardotvinhoseartes.com.br/loja/product_info.php?products_id=1629





Carmen Classic - Carmenère, R$ 34,90
http://www.bardotvinhoseartes.com.br/loja/product_info.php?products_id=1085
 
 


Basta acessar o site e pedir. O Abel está sempre disposto a sugerir e indicar boas opções!!!!!

Não gosto, mas acabei indo.....




Na segunda fomos ao Casashopping para checar a Maison des Caves (http://www.maisondescaves.com.br/) , loja especializada em agedas fixas e climatizadores de vinho (que são as adegas portáteis - aquelas que vc tem em casa). A idéia seria aumentar o acervo e passar a ter em casa 200 garrafas. Pedimos o auxílio de dois amigos que são arquitetos de mão cheia para fazer o projeto (http://www.deboscanerasmorocha.com.br/), pois temos pequena área em casa que servirá para abrigar a geringonça e dar um clima de cave francesa à casa. Este é o pequeno presente que a Olga está se dando...mimo pessoal. Mas o interesse aqui é outro. Acabamos a procura da adega já tarde, umas 8 e meia da noite, portanto, sem tempo e sem vontade de irmos para nenhum lugar: opções do local - Rascal (fast food meia bomba), Balanceado (muito certinho, mas sem gosto de nada), Enotria Bistrô (dá para o gasto, mas tem que estar "in the mood" para aturar), e optamos pelo Manekineko. Eu nem gosto, não acho nada que valha eu sentar, e gastar meu tempo e dindin..... . Mas já era tarde, fome..... as amigos pediram e lá fomos nós. Pedi o mais óbvio possível - Yakisoba ( não tinha como errar - macarrão com filézinho e legumes), o Erasmo idem, mas de camarão, a Olga um rocambole ( o nome eu juro que esqueci - mas está no encarte que fica na mesa) de peixe e o Fernando um Monte Juji ( uma pilha de comida japonesa).
Juro que o meu estava assim assim assim, ou seja, com fome tudo se pode. O Erasmo gostou do dele, a Olga idem. O Fernando ficou maravilhado....desconfiei e pedi para experimentar. Muito bom mesmo....juntaram um California Hot com molho, e pequenas rodelas de limão siciliano, meio doce, meio salgado, mas extremamente saboroso. Salvou a noite. Só provei e se pudesse voltar no tempo, teria pedido o Monte Fuji.

Harumaki de queijo com goiaba

Monte Fuji



A sobremesa, nova surpresa: um harumaqui de queijo e goiabada, com canela em pó e molho doce. Dez!!!! A noite foi salva pelo Monte Fuji e pelo Harumaki.... quem diria!!!! Continuo com a mesma impressão do Manekineko...nada demais, mas fui surpreendido e gostei.


sábado, 28 de agosto de 2010

Reconhecimento - antes tarde do que nunca!!!!

Joaquim e Mari

Sempre que chamamos os amigos e fazemos nossos almoços e jantares, pedimos a ajuda de algumas pessoas muito queridas: Joaquim e Mari.
O Joaquim é um garçom super atencioso, gentil e educado, além de estar sempre disposto a nos ajudar, em qualquer dia e horário. Ele conhece a rotina de um bom jantar, a hora de servir as bebidas, de servir os pratos, de retirá-los, agindo quase que telepaticamente comigo e com a Olga. Chega a ser impressionante!!!!!
A Mari é uma espécie de sous-chef, ajudante incansável, aprendiz de feiticeira, que me permite dar um pouco de atenção aos convidados, não ficando "preso" na cozinha. Sabe tudo de doces e o que não sabe inventa.
Graças aos dois posso circular e estar com os amigos pois sei que a "fábrica" está funcionando lá dentro.
Beijo no coração dos dois!!!!!!!

Ps.: eles aceitam serviços por fora, basta pedir.

Ontem, mais amigos em casa......


Ontem, voltamos à ativa: amigos em casa para um bom papo, boa bebida e umas comidinhas.....
Poucas pessoas e assim mesmo o papo rendeu até 2 da manhã...... mais de 4 horas de papo, haja conversa.....
O menu não estava à altura dos convidados, mas achamos que deu para o gasto, pois os pratos voltaram vazios para a cozinha, que é um sinal de fome ou de que estavam saborosos. Particularmente prefiro achar que todos, educadamente, gostaram dos pratos.
Mas vamos lá:

Acepipes para enganar a fome - avant-gard:

Terrine au Roquefort & Noix du Périgord, Blue-Cheese, com torradas e pães. Regados a espumante Cave Geisse - super gelado.

Abre-alas

Consomé de baroa com hortelã picado

Caldo de cogumelos frescos (Shitake, Portobelo, Shimeji), com azeite trufado e ervas finas frescas.





Primeiro prato


Arroz Thai cozido no caldo de camarões, com camarões e chipirones

Segundo prato

Codorna regada em redução de Porto e passas brancas, guarnecida por puré de batatas com Gruyère e figos marinados Porto


A sobremesa ficou por conta da Mari (mais que amiga, é uma doceira de mão cheia) que nos serviu uma torta de chocolate com café.

Tudo foi harmonizado pela Olga, primeiro com um Chadornay - Séptima Dia e depois, para a Codorna com um Chateau Lescalle - 2000 - Bordeaux Superier.

Um beijo nos amigos que vieram e nos brindaram com horas de bom papo.

p.s: as fotos são produto de um pedido que uma amiga, Daniela, sempre faz, pois que "ver" os pratos. Dani, desta vez, tirei as fotos.... acho que meio fora de foco, mas vou me aprimorar, prometo.



Atendendo a pedidos... O MENU


Atendendo a pedidos, aí vai o menu do D.O.M...babem, por favor:

                                                               
DOMGUSTAÇÃO-8 PRATOS

Creme gelado de beterraba, mandarina e priprioca com lulas cozidas a frio.

Pupunha fresca com vieiras e molho de coral.

Ostras empanadas com tapioca marinada.

Arroz negro com legumes verdes e leite de castanha do Pará.

Consommé de cogumelos com ervas da horta e da floresta.

Raia na manteiga de garrafa com tomilho limão, mandioquinha defumada, brócolis e espuma de amendoim.

Fettuccine de palmito à Carbonara.

Costelinha ao Malbec com mandioca Brás.

Sobremesas

Priprioca (Pudim de leite, ravióli de limão e banana ouro).

Torta de castanha do Pará com sorvete de whisky, curry, chocolate, sal, rúcula e pimenta.


Claro que após essa festa, só nos restou pedir um café a a conta........






quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Realmente o cara está alguns degraus acima!!!!!!!


É até difícil ter um ponto para começar...mas vamos tentar organizar as idéias. No dia 24 estivemos no D.O.M (Rua Barão de Capanema, 549 - Cerqueira Cesar - São Paulo SP) do premiadíssimo Chef Alex Atala. Brinco com o fato de que as pessoas pensam ter visto de tudo até chegar a um outro degrau, para baixo ou para cima, tanto faz, e se surpreeendem. A busca por algo diferente e bom, realmente bom, sempre vai ser a tônica de minhas críticas e sugestões. Como consumidor, como amador no assunto, e como apreciador de boa culinária, me credencio, de maneira bem humilde, a expor minhas impressões sobre os restaurantes que frequentamos em nossas viagens e saídas noturnas. O D.O.M. era um desejo antigo, que por falta de tempo, distância e outras mazelas foi sendo protelado. Mas aproveitamos meu aniversário para podermos matar dois coelhos: ir ao D.O.M e festejar de forma diferente. A Olga fez a reserva há quase um mês. Chegamos cedo, eram 8 da noite. Casa impecável, porta de quase 4 metros de altura, pivotada, escura, lisa. Na entrada um pequeno bar com balcão para se esperar até a mesa estar pronta. Fomos direto para a mesa, pois tínhamos reserva e a ela já estava pronta. Mesa para dois que sentam quatro com bastante conforto. Tudo de linho, talheres de prata, iluminação de vela na mesa e vários garçons ninjas (aqueles que vc nem nota a presença). Dois maitres bastante atenciosos - Reginaldo e André). Cozinha aparente, limpíssima, clara, sem fumaça, e com umas dez pessoas lá dentro, e o mais importante - o Chef Alex Atala estava lá dentro, comandando a festa. A carta de vinhos repleta de ofertas de vários países e regiões.


Após ver as opções de vinhos, nosso problema começou. O que escolher para o jantar!!! Lemos o menu de trás para frente e de frente para trás. Difícil, muito difícil. As escolhas são ótimas e vc não quer disperdiçar o tiro, portanto, fomos na velha fórmula que invariavelmente não tem erro.... menu degustação, ou melhor, Menu D.O.Mgustação......
Era uma composição de 8 pratos, mais queijos e duas sobremesas. Não tenho como descrever todo o rito, mas acreditem que a cada prato eu e a Olga nos surpreendíamos com a qualidade e a apresentação de cada invenção do Chef. O prato acima é uma delas, um arroz negro frito, com aipos fritos e pequenos brócolis, finamente regados com azeite trufado. Foram oito maravilhas.


As sobremesas estavam deliciosas, uma delas nos supreendeu pela delicadeza, era composto de uma pequena porção de gelatina de limão, em formato de disco, com rodelas de banana ouro caramelada no seu interior, tendo ao seu lado um pequeno pudim de leite. Tudo muito bem adornado e preparado.



Fechamos a noite com um café expresso ricamente guarnecido com trufas, minis empadinhas de chocolate apimentado, macarrons salgados com recheio doce e um mimo...um pequeno doce, do tamanho da metade de uma caixa de fósforos, em massa de maria-mole, com estampa do restaurante por cima. Saímos fartamente alimentados: alimentamos o corpo, a alma e o coração.

Quando disse que ele está alguns degraus acima, fiz justiça ao 18 lugar do D.O.M na lista dos 50 Melhores do Mundo. É justo, muito justo. Ele merece ser tratado com todo o respeito que um Chef do gabarito dele merece, e mais, ele é brasileiro!!!!!!!!

Não tem como não voltar. Já estamos tramando o retorno, desta vez para almoçar.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Amanhã é dia de D.O.M !!!!!

Amanhã é meu aniversário. So What!!!! Pois bem, a Olga está fazendo uma supresa para mim, que não é surpresa, pois ela não guarda segredo mesmo, e me disse o que vai rolar: jantar marcado no D.O.M do Chef premiadíssimo Alex Atala, em Sampa. Já andei olhando o menu no site do restaurante e está difícil de decidir, o que é muito bom. Na quinta conto para vocês como foi o jantar!!!! DETALHE: para quem não sabe, o D.O.M é o único restaurante brasileiro (só tem ele mesmo) na lista da The S. Pellegrino  World's 50 th Best Restaurant - é indicado como o melhor da América do Sul, ocupando a 18 posição. Para se ter uma idéia da dificuldade, o Chef Joel Robuchon, ocupa a 29 posição. Aliás até o 100 lugar não tem nenhum restaurante brasileiro, só ele mesmo. É mole ou quer mais...... 

Bem que nós tentamos, mas.......


Antes de mais nada, vou logo avisando: sou fã de carteirinha do José Hugo Celidônio. Sou fá por tudo o que ele representa para quem aprecia gastronomia, pois ele faz parte da primeira geração de gourmets da cidade e do país, além de ser um chef de mão cheia. Mas....... . Ontem saímos do Circuito das Artes, por volta das três da tarde, após um cálice de vinho e alguns queijos e iríamos buscar o almoço no D`Amici, no Leme. Antes de irmos para lá, a Olga lembrou do Gourmet Praia - Vieira Souto, 234, na esquina com a Farme. Esse restaurante foi inaugurado no ano passado, acho que agosto, não me lembro bem. Quem se lembra do José Hugo, vai se lembrar do Club Gourmet, em Botafogo. Excelente restaurante, um dos melhors na época. Fechou... o local não ajudava, não tinha vaga, era perto do cemitério, era em Botafogo, ou seja, cozinhar é diferente de fazer estudo de viabilidade econômica e de percepção de mercado. O tempo passou e olha o José Hugo de novo, resistente, das páginas de algumas revistas e jornais, com suas antigas receitas, para mais esta empreitada. Chegamos quase tres e meia para almoçar. O ambiente bastante clean (moderno) transmite calma, os frequentadores, tinha uns 20 lá dentro, todos de Ipanema ou locais próximos, pois se cumprimentavam como que indicando que se conheciam. O serviço nota dez, todos muito atenciosos e eduacados, ou seja, até aqui tudo bem. No domingo, no almoço, eles servem um pacotão fechado: mesão com saladas e antipasto, sopa, entrada, e um prato principal. Nada demais. Tomamos um caldo de baroa com hortelã que estava delicioso. Seguimos com Eggs Benedict, que estavam bons, mas detonaram o nosso vinho.....burrice nossa: ovo e vinho não se misturam. E buscamos as opções de prato principal: picanha fatiada com batatas ou linguado grelhado com arroz integral e batatas ou penne arrabiata ou rosbife com molho de pimenta e ......batatas fritas. A Olga arriscou o linguado grelhado e eu o rosbife. Nada demais em nenhum dos pratos ou acompanhamentos. Nada que justificasse o preço final, na média, 130 por cabeça, incluidos aí meia garrafa de vinho e uma sobremesa (sorvete de creme com passas brancas e calda de caramelo com amêndoas). Está muito caro para o que se comeu. O mais triste de tudo é ver outra tentativa do Chef José Hugo ir afundando lentamente. Só serve jantar três dias da semana, almoço em alguns outros dias. Enfim, se vc não abre todo dia, tem menu reduzido e preço de restaurante do eixo mais caro do Rio (Ipanema e Leblon) mas não oferece qualidade ou diferenciação, vc está no rumo da morte certa. Saí dali triste demais, será que o Chef não tem um amigo que possa dizer para ele: seu produto está concorrendo com o Zuka, com o Carlota, com o Gibo Brambini e outros tantos e não tem a menor chance de sobrevida, pois o preço não acompanha a qualidade e a diferenciação que seu preço e público pedem. Se não mudar....fecha rápido, uma pena!!!